top of page

Feed dos grupos

Visualize grupos e posts abaixo.


Este post é de um grupo sugerido

Camp of Zeus
Camp of Zeus
24 de abril de 2025 · publicou no grupo Missões

Missão 1 - titanomaquia

Missão evento TITANOMAQUIA


Missão 1


A missão irá consistir em ir ao tártaro e salvar a alma de Zayn Malik que está preso às correntes de Cronos.


1 - a missão começará com Hefesto chamando vocês em segredo para a casa grande durante a madrugada.


2 - Desesperado, ele explicará que Zayn não voltou após a morte pois sua alma está sendo usada para gerar um novo corpo para cronos. os deuses não podem pisar lá e por isso escalaram vocês para a missão, é segredo de estado e vocês deverão sair de imediato.


3 - para não levantar suspeitas, vocês terão que ir até a placa de Hollywood. Passem por três cidades, na primeira delas, enfrentarão quatro hidras NÃO FAÇAM LUTA FÁCIL. Na segunda cidade enfrentarão oito quimeras, duas para cada. Na terceira enfrentarão cada um uma esfinge, precisarão de enigmas, contatem a base quando chegar nessa parte.


18 visualizações
Yasmim Da Silva Soares
Yasmim Da Silva Soares
24 de abr. de 2025

Livre, mergulhou, o raio negro brilhando com potência crua. A quimera cuspiu chamas, mas Scar atravessou e cravou o raio no coração do monstro. Uma explosão de fogo irrompeu, consumindo a quimera em chamas que subiram ao céu. O monstro desabou, reduzido a cinzas, o rugido final ecoando na rodovia destruída.


Sangue e suor escorriam pelo rosto, o raio negro quente na mão ela se levantou com os olhos fixos na vitrine de uma loja a rua agora estava vazia.


— Gente como uma gostosa dessa entra em depressão? Olha esse tanquinho, impossível.


Um grito feminino rasgou o momento e antes que pudesse a garota correu até o beco encontrando uma mulher encurralada, tudo bem que ela não via literalmente a quimera, mas ela poderia ser um pouco mais inteligente fugindo ou se escondendo na lixeira. Scar segurou o rabo puxando a cabeça de cobra pra fora aproveitando o descuido e quando a quimera virou ela desviou para se aproximar da moça e lhe apagar com um murro na boca.


— Humanos…— a boca de leão tentou morder, mas foi mais ágil desviando e revidando no soco. O monstro não gostou disso cuspindo-lhe ácido que por sorte pegou no escudo retrátil, a sorte lhe acabou quando veio para cima e lhe carregou contra os muros até acertar contra um contêiner. Grunhiu pronto para usar seus chifres e quando veio Scar se impulsionou segurando os chifres e com o raio na mão direita aproximou cada vez mais forçando a entrar lentamente na pupila até atravessar a cabeça, monstro se debateu tentando levantar, mas foi consumido pela chama virando pô. Sentiu a dor pelos golpes, mas nada que pudesse lhe parar, olhou o relógio e partiu para o cais correndo antes que ficasse, a última a chegar foi Kiernan a esse ponto só esperaram em um outro barco que dessa vez Lauren pegou emprestado.


Partiram então para a próxima cidade antes de chegar ao letreiro, Lauren dessa vez era quem estava cuidando da rota enquanto a prole de hefesto finalmente podia descansar sem remédios ou pesadelos, o mar estava calmo e isso ajudava lembrar de casa e do barco que tinha.


{…}


Pararam na frente do que deveria ser a entrada do Hades, mas ao invés de uma porta havia uma…esfinge.


-— tá de sacanagem comigo…porra E sacanagem… tão querendo me comer sem lubrificante nenhum, olha isso.


Exclamou irritada naquele momento se não fosse a urgência ela facilmente daria um tapa na esfinge, mesmo que não desse em nada era pelo simplório prazer de bater naquele bicho.


— fala logo o que você quer saber por Zelo.


A esfinge olhou ao redor e seus olhos brilharam.


“Quais são os três números, nenhum dos quais é zero, que dão o mesmo resultado, quer sejam somados ou multiplicados?”


As garotas me olharam esperando que eu resolvesse, seria uma perguntinha meio difícil se a porra do meu Qi não fosse gigante.


— um dois e três. somados dão seis, multiplicados dão seis.


Não faltava muito, a esfinge apesar de um monstro forte e meio aleatório na percepção da filha de hefesto foi fácil de derrotar afinal filhos de hefesto são inteligentes por natureza, a porta de entrada do Hades estava ali, deixou que todas entrassem e quando era pra ser a sua ela escutou a voz de Zelo lhe chamando. O deus estava encostado no letreiro agora mais sério que antes e um tanto preocupado como se guardasse um segredo de estado.


“Scar… A gente descobriu algo importante e como é da sua família você tem que ser informada.”


— A Deanna tá bem? — Questionou levemente preocupada e tudo que Zelo fez foi se aproximar colocando a mão no ombro dela.


“ Morticia está Grávida “ ele soltou rapidamente, e se sua mão não estivesse pressionando o ombro ela achava que iria desmoronar, não de tristeza, mas sim de euforia. Ver o Zayn se tornando pai era um de seus maiores sonhos, ela sabia que ele seria um ótimo pai, ele era incrível em tudo que fazia, mas isso significava mais uma tecla de que precisava se adiantar e trazer ele de volta logo.


— Eu sou tia…CARALHO QUE FODA PORRA….tia….— murmurou ao final o sorriso rasgava os lábios de Scar pela primeira vez, mas Zelo não se afastou diferente ele colocou a outra mão sobre o ombro dela.


“ Scar…. Emeraude também está grávida..bom, pelo menos por enquanto…”


As coisas ficaram meio, um baque desses ninguém estava preparado e claro que ela estava quase literalmente explodindo de felicidade, era seu sonho realizado com a mulher que amava, a mulher que mais amou na vida, mas o que lhe preocupou foi o final ela não estava lá para proteger e cuidar a filha de Thanatos.


— Por enquanto, porque? — questionou encarando a íris do Deus e a tensão voltou.


“ Nao sei se ela vai te contar, mas se acontecer é um direito seu como outra parte saber…Emeraude está pensando em abortar”


A boca de Scar se abriu, mas as palavras morreram na garganta. O choque foi um soco no estômago, seguido por outro, mais forte. Lágrimas quentes escorreram por suas bochechas, traçando caminhos lentos pela pele marcada pela luta. A culpa a esmagava era por sua ausência, por seus erros, por não ser suficiente. Sua mão tremia, apertando o tecido da camisa com força, as unhas cravando na palma até doer.


— Quanto tempo eu tenho? — suas mãos apertaram o tecido da camisa com força, era um misto de desespero interno.


“ Duas semanas no máximo” ele foi direto encarando de volta a garota segundos antes de sumir novamente. Suas pernas se moviam pesadas pela atual informação, ela não podia parar, Zayn precisava ver os filhos dele nascer e ela precisava estar ao lado da mulher que amo independente da escolha que fizesse.


Quando entraram as garotas ainda estavam conversando com a caveira do barco, principalmente Ella já que o submundo era o domínio dela, mas nada parecia lhe convencer. Scar tirou um punhado de dracmas e colocou na mão dele sem mais nem menos.


— Hades sabe da nossa presença, então faça o favor.


Ela não esperou ele dizer nada apenas subiu no barco o que fez as outras subirem também, carionte não disse nada apenas subiu a bordo e começou a remar.


Era uma decisão meio dolorosa de se pensar que apoiaria a mulher que ama a tirar os filhos se essa fosse a escolha dela, Scar respeitaria a escolha por ser o corpo dela, mas não era como se isso não doesse inteiramente em si, ela estava contra o tempo rezando para que pudesse chegar a tempo de pelo menos estar ao lado dela em qualquer decisão. Os olhos caídos ao anel que usava com a alma dela, a morte de Zayn não foi um período fácil e acreditava que ela entendia o lado da fase do luto e da dor, a questão era a ausência, não estava ao lado dela e isso abalava qualquer um. Talvez pensasse que não estava pronta ou que a outra parte não estivesse pronta, mas foram dias e noites naquele terreno sem dormir, quase sem comer ou descansar para que pudesse ter algo no fim ao lado dela, somente com ela e isso dizia mais que qualquer coisa.


O Submundo cheirava a pedra úmida e desespero, uma sensação que mordia os ossos e um silêncio que pesava como ferro. Carionte remou o caminho a levou a uma vasta caverna, onde os cinco rios do Submundo ficavam, cada um lago ou corrente que cortava a escuridão com sua própria maldição.



Estige, o primeiro, era uma extensão de água negra, tão lisa que refletia o teto irregular da caverna como um espelho quebrado. O líquido parecia petróleo, viscoso, com ondulações lentas que não obedeciam ao vento. Um cheiro metálico, de sangue antigo, subia da superfície, Diziam que o Estige era o rio do ódio, suas águas capazes de tornar invulnerável ou dissolver a carne. Ela fixou -se na margem, o reflexo de seu rosto marcado por cicatrizes distorcendo-se como se a água zombasse dela. O Estige parecia sussurrar promessas de vingança, mas ela manteve os olhos fixos na margem oposta, ignorando o frio que tentava se infiltrar.



O Aqueronte veio em seguida, um lago largo e lamacento, suas águas marrons agitadas por correntes invisíveis. Era o rio da dor, onde as almas dos não sepultados se debatiam, suas vozes ecoando em gemidos que cortavam o ar. A superfície borbulhava, mãos esqueléticas emergindo para agarrar o vazio, os rostos deformados pela angústia visíveis sob a água turva. O fedor era de podridão, como carne deixada ao sol, e Scar sentiu o estômago revirar.


Apesar de tudo ela ignorava o ao redor, sua cabeça meio nublada lhe jogava memórias de um passado em que primeiramente interagiu com a filha de Thanatos.


Flashback ON 💭


Encarando do outro lado do salão a figura que atraía seus olhos, a mulher era bonita…bem isso era pouco, os olhos sérios mortíferos como se fosse morder e arrancar uma parte de você se chegar perto o que não dava para duvidar que talvez fizesse. Os olhos bem chamativos como se pudesse engolir seu ser inteiro, aquela mulher lhe atraia de forma tão natural que chegava a ser diferente para a filha de hefesto e quando finalmente tentou se aproximar apenas escutou de sua voz, doce como um veneno mortal lhe acertar em cheio.


“ O que foi?” Seria como sempre e ali a filha de hefesto desconheceu a si própria quando seus lábios nervosos responderam desinteressados.


— Nada não — respondeu no mesmo tom, as cenas seguintes do beijo entre ela e a prole do caos lhe reviraram o estômago lhe causando uma pontinha de irritação, ela se perguntava porque aquilo, ela nem conhecia a mulher direito, mas talvez seu coração sim.


Scar saiu daquela festa carregando três garrafas de Don Júlio era tequila, iria se divertir sozinha que era melhor colírio aos olhos vendo aquela mulher devorar a filha do caos. A verdade é que Scar estava mordendo de inveja, mas ela não admitiria isso nem em seu leito de morte porque para si não tinha como ter inveja de outras pessoas.



O celular vibrou na cômoda alada lhe acordando do que deveria ser um cochilo o nome do contato brilhou “ Pequena minha morte” Scar e Emeraude começaram a conversar bastante, mas em nenhum momento Scar investiu de fato em flerte assertivo, pela primeira vez ela sentiu a necessidade de querer mais de alguém mesmo não sabendo o que era isso.


“Preciso dos seus serviços, consegue vir?”


Ela sorriu pegando o celular e desbloqueando logo em seguida para responder.


“ Logo mais a noite estou ai”


Foi instintivo sorrir e mesmo que Scar fosse Scar ela não havia pensado besteira, na verdade foi a primeira vez que havia sido chamada para um serviço em que no momento tudo que lhe importava era a companhia da filha da morte.


Quando a noite caiu Scar estava lá no horário combinado com o pequeno carrinho de ferramentas para fazer o serviço, o nervosismo presente enquanto esperava a mulher abrir a porta e quando o fez ela sentiu os muros rachando internamente como uma fresta, quando começou o serviço no porão ela percebeu o clima diferente no ar como se tensão fosse visível a ponto de palpável.


“ Eme, me prende aqui para eu testar se ficou bem preso” talvez fosse coisa da minha cabeça ver suas pupilas dilatarem por esse pedido, mas ainda sim ela fez, aquele ponto só de regata branca eu forcei com toda a força que eu tinha, era como se isso despertasse algo nela e sua aproximação foi inevitável.


Num piscar de olhos eu estava sentada em uma cadeira velha com a filha de Thanatos em cima de mim, em um tomar de lábios intenso.


O que aconteceu naquele momento foi a exposição de desejo puro jogado sobre uma mesa, sua boca traçava a minha dançando com sua língua em uma maestria e o espaço divino que havia me dado, minha boca trilhava sua pele em deleite tomando a boca o que lhe puxava a vida estremecendo como se precisasse urgentemente ter mais daquela mulher como se muito o pouco e ainda sim quisesse mais.


“Scar…para” seu pedido sufocado lhe trouxe de volta para realidade e procurou o erro.


∆ | Diálogo bloqueado para terceiros | ∆


Acabei com minha testa contra a dela suspirando pesadamente.


“ Eu vou te mostrar que sou eu, eu vou esperar você por quanto tempo eu precise esperar. Mesmo que isso seja por 5000 anos.”



“Scar você tem certeza que quer fazer isso? Sabe que pode morrer né”


Aquele ponto ela estava reclinada em uma maca estéril levemente sedada o suficiente para se mover e estar acordada, arrancar o próprio coração era…. Loucura, sim, mas amar não era metade disso?


— Você sabe que se você não fizer agora eu vou fazer sozinha de qualquer forma né? — a filha de Asclepio suspirou convencida, o primeiro corte com o bisturi foi suave para o que viria a seguir, era uma dor alucinante que queimava, em uma medida desesperadora de querer escapar, mas ela já havia pensando nisso estava bem presa aquela maca, os dentes morderam o pano na boca.


Foram longas duas horas até de certa forma turva assistiu a filha de Asclepio colocar na caixa transparente e ligar ao sistema que a própria filha de Scar havia feito para o manter saudável e vivo. A próxima parte era ainda pior, a filha de Asclepio era médica, uma ótima médica e cirurgiã, mas não era mecânica.


Com as ferramentas e peças sendo entregue a filha de hefesto ela mesmo aos poucos instalou em si o receptor, a base da onde a energia do reator seria puxada e onde ele ficaria. Já muito fraca só faltando colocar o reator ela tentou pegar o dispositivo, mas sua mão mole falhou e deixou ele cair.


Os olhos pesaram e em um sopro seu corpo desligou ficando mole na maca, em um ato desesperado a filha de Asclepio correu para pegar do chão o reator e o acoplou no peito da prole de hefesto. Cinco minutos foram o suficiente para que de solavanco a garota voltasse a respirar e abrisse os olhos, ela olhou em volta um tanto zonza e perdida.


“ Oh céus deu certo” a prole de Asclepio suspirou aliviada e Scar riu um pouco parando em seguida pela dor.


— Agora é entregar para Thanatos.



….


“Eu sumo por alguns dias e você arranca o coração do peito por uma garota?” A voz de Zayn saida pela cozinha, quando se tinha um gêmeo era meio impossível que se escondesse qualquer coisa, bem ele era metade de mim, a parte mais importante do meu mundo então foi inevitável mostrar para ele e detalhar meu entusiasmo.


— Não é uma garota, é A garota…tipo assim eu já prevejo a gente tendo filhos… isso me lembra que como gêmeos a gente teoricamente tem que engravidar juntos, de preferência eu primeiro e depois você…seguir a ordem dos fatores eu sendo a mais velha e meus filhos também oras. — ela sorriu brincalhona saindo da cozinha com um pote de sorte.


“ Você só é três minutos mais velha, você age como se fosse três anos!!” Ele reclamou


— Três minutos, três anos, quem está contando? Eu continuo sendo a mais velha. Zayn eu tô de quatro para essa mulher, que os Deuses queiram que seja literalmente também. — ela gargalhou se jogando no sofá recebendo um olhar reprovador do irmão e dando espaço para ele, ao qual deitou a cabeça no ombro dele.


— Eu vou construir uma casa para nós quando chegarmos em Akramos… ah e você vai ter um quarto lá para quando for nos visitar, isso se eu não socar você lá para morar com a gente…. melhor não se eu trouxer você eu trago sua namorada… nos cinco minutos dela na minha casa eu já vou me estressar e expulsar ela a chutes e pauladas.


“ Não é pra tanto Scar.” Ele murmurou.


— Isso se Emeraude não fizer, viu.


FLASHBACK OFF 💭


><


O Lete era diferente, um lago de águas cristalinas, tão claras que revelavam o fundo de rochas lisas, brilhando com um leve tom prateado. O rio do esquecimento exalava um perfume doce, quase sedutor, que embotava a mente. A superfície era calma, mas pequenas bolhas subiam, cada uma carregando memórias roubadas que flutuavam como imagens desfocadas, rostos, risadas e dores.


O Flegetonte era um pesadelo de fogo líquido, um rio de lava ardente que cortava a caverna com um brilho vermelho-sangue. O rio do fogo crepitava, jatos de chamas explodindo da superfície, o calor tão intenso que o ar tremulava. O cheiro de enxofre sufocava, Gotas de lava respingavam na margem, derretendo a pedra, e o rugido do Flegetonte era como um monstro vivo.


O Cócito, o último, era um lago congelado, suas águas escuras presas em camadas de gelo translúcido. O rio do lamento gemia, vozes de almas condenadas ecoando de dentro do gelo, cada grito uma facada no peito. O ar era tão frio que cada respiração cortava a garganta, e a superfície do Cócito refletia sombras torturadas, rostos contorcidos presos sob o gelo. Scar sentiu os dedos enrijecerem, o sangue gelando nas veias. os lamentos cresciam, como se as almas a chamassem para se juntar a elas. O frio era mais que físico era um vazio que sugava a vontade de qualquer um de seguir.


Carionte parou em uma pequena parte para que pudéssemos descer e seguir ao tártaro, ele voltaria de tempo em tempos para que pudéssemos sair, era apenas uma descida longa à escuridão, elas desceram com cuidado uma próxima a outra para não se perder foram alguns minutos razoáveis até que pararam na frente da grande porta do tártaro.


A grande questão foi como entrar se nenhuma das estava…morta. Scar ficou de fora da conversa enquanto as três tentava decidir como entrar, já tinha parado de ouvir a dez minutos atrás perdida em memórias.

Este post é de um grupo sugerido

Camp of Zeus
Camp of Zeus
21 de abril de 2025 · publicou no grupo Missões

Missão 2 - caça ao assassino (Ellie, Morticia, Deanna)

Missão 2 -


Caça ao assassino


Para os que não sabem, este é Luke Castellan, uma versão nova do filho de Hermes e que está disposto a trazer cronos de volta.


1 - vocês serão convocados para uma missão de vingança passada por nêmesis.

2 - a deusa falará na casa grande sobre a necessidade de capturar o garoto vivo

3 - vocês ainda não sabem sobre a morte de Zayn


28 visualizações
Alê Roos
Alê Roos
21 de abr. de 2025

{Nova York}

Ellie passou pelo crupiê e deu um tapa no ombro dele.


— Obrigada pela partida. Mas da próxima vez, eu venho cobrar. E trago o caos comigo.

As três entraram no carro.


Destino decidido. Nova York as esperava.

Após a tensa fuga do cassino, Morticia, Ellie e Deanna chegaram finalmente a Nova York, ainda com o sabor da adrenalina no ar. As ruas da cidade estavam iluminadas pelas luzes vibrantes dos arranha-céus, mas nenhuma delas conseguia ignorar a sensação crescente de que estavam sendo observadas. O peso da missão parecia aumentar a cada passo.


Ellie, sempre a estrategista, andava à frente, como se estivesse em busca de algo que ainda não havia encontrado, enquanto Deanna, mais reservada, mantinha um olhar atento para cada movimento nas sombras. Morticia, por sua vez, estava distante. Seus olhos, normalmente cheios de astúcia, agora pareciam carregar o reflexo de um luto mal resolvido. Estava ali, com as amigas ao lado, mas sua alma parecia ainda vagar em busca de respostas — ou talvez de vingança.


As luzes de Nova York piscavam de maneira quase cínica enquanto o táxi as deixava diante do prédio abandonado onde a aura de Luke havia sido sentida. Era como se a cidade, sempre viva, estivesse zombando da dor que Morticia e Deanna carregava. Ellie apertou a mão da amiga com força, e Deanna mantinha o olhar firme, embora sua expressão estivesse carregada de tensão.


Subiram os andares em silêncio, os passos ecoando nos corredores vazios, cada um mais próximo de algo que não sabiam se queriam realmente enfrentar. E ali estava ele. Luke. Encostado contra a parede quebrada de um antigo salão, o cabelo loiro sujo caindo sobre os olhos, o sorriso calmo demais para alguém que havia quebrado tantas vidas.


— Vocês demoraram.. — ele disse, como se estivessem apenas reencontrando velhos amigos.


Ellie rangeu os dentes, mas se manteve firme ao lado de Morticia. Deanna se moveu ligeiramente para o lado, preparando-se para qualquer coisa.


— Você vai pagar pelo que fez! — Morticia disse, a voz falhando no começo, mas se tornando firme no final.


Luke sorriu. 


— É mesmo? E o que eu fiz, exatamente, Morticia? O mundo precisa de equilíbrio. Cronos vai trazer isso. E o Zayn… bem, ele teve um papel essencial nisso.


— Não ouse dizer o nome dele. — Ela avançou um passo, o rosto em fogo. 


Luke deu uma leve risada, o som saindo como se estivesse se divertindo com algo que já sabia há muito tempo. Ele olhou para Morticia, seu olhar frio e sem remorso.


— Você realmente quer saber? Porque, acredite, eu posso te contar cada detalhe... — Ele fez uma pausa, como se estivesse se preparando para algo dramático. — Zayn foi necessário. Eu o matei, Morticia. Eu matei Zayn para que Cronos pudesse retornar. A alma dele foi a última peça que eu precisava para completar meu plano. E eu… eu me diverti um pouco também.


Morticia sentiu o coração apertar, mas Luke não parecia perceber a dor que suas palavras causavam. Ele se aproximou dela, sem pressa, como se estivesse explicando uma receita simples.


— Ele não teve nem chance de reagir, sabe? — Luke continuou, com um tom quase nostálgico. — Eu o esperei virar as costas. Ele estava distraído… procurando por você, aliás. Achei poético. Eu me aproximei com cuidado, e antes que ele sequer pudesse sentir minha presença, cravei a lâmina nas costas dele. Uma adaga envenenada — presente de um velho aliado, aliás. Silenciosa, rápida, eficaz. O veneno o paralisou primeiro. Ele tentou gritar, mas tudo o que saiu foi um suspiro. Olhos arregalados, um último olhar de confusão. Talvez até arrependimento. E então… nada.


Ele sorriu, com uma tranquilidade sádica.

 

 — A alma dele foi fácil de capturar. Estava presa ao corpo ainda quando eu a puxei. Parecia… leve. Como se ele já soubesse que não pertencia mais a esse mundo.


— Eu não queria fazer isso, mas foi o que teve que ser. Você vai entender, mais tarde. Quando tudo isso estiver no lugar certo, você vai ver que eu só fiz o que era necessário.


Morticia tremia. Os olhos marejados se encontraram com os de Luke, que apenas observava. Ellie já havia sacado a adaga. Deanna avançava devagar, os olhos congelados numa expressão que nem ela mesma sabia nomear.


— Você é um monstro — Morticia sussurrou.


— Sou um visionário — Ele corrigiu.  — Você só ainda não entendeu.


— Eu vou fazer desejar estar morto — Deanna explodiu em um grito, que estava preso.

 

O chão tremeu levemente, um aviso claro de que algo mais estava por vir. Deanna lançou a adaga. Ellie tentou cercá-lo com sombras. Morticia, impulsiva, correu com o punhal que Zayn havia deixado com ela meses antes.


Mas Luke foi rápido demais.


Um portal se abriu atrás dele. Ele deu um passo para trás, escapando no último segundo.


— Nos vemos em breve, Morticia e irmãzinha do Z!— ele disse, antes de desaparecer.

O silêncio que se seguiu foi ensurdecedor.


Ela caiu de joelhos, as lágrimas finalmente escapando. Ellie se ajoelhou ao seu lado, puxando-a para um abraço apertado.


Deanna permaneceu em pé por mais tempo, os olhos fixos no local onde Luke havia desaparecido. O corpo ainda rígido, a mandíbula travada. Ela queria gritar, queria quebrar algo, mas nada saía. O luto dela era diferente. Silencioso, esmagador. O irmão havia sido tirado dela.


Ela se virou, com os olhos brilhando, não pelas lágrimas, mas pela raiva contida. As sombras em torno dela tremulavam com força, como se sentissem o que estava por vir. Mas ela não disse nada. Apenas se aproximou de Morticia, e colocou a mão sobre o ombro dela — firme, quente, como um elo silencioso entre duas almas despedaçadas pelo mesmo nome.


Ellie foi a primeira a quebrar o silêncio 


— Nós precisamos encontrar uma maneira de pará-lo. Ele ainda tem Zayn, meninas. E ele está mais perto de Cronos do que jamais imaginamos.


 Elas não respondeu de imediato. sentiam que as palavras de Luke ainda estavam reverberando em sua mente, como se ela estivesse presa a algo que não podia escapar.


— Eu não vou deixar ele ganhar — Disse deanna finalmente, a voz firme, embora trêmula de emoção. — Nós vamos encontrá-lo. E vamos trazê-lo de volta.


{Caça e Caçadoras}


Após a fuga do prédio, Nova York parecia ainda mais sufocante. As luzes, antes vibrantes, agora piscavam como olhos atentos, seguindo cada movimento delas. O mundo mortal seguia seu curso, mas para Morticia, Ellie e Deanna, a realidade havia se quebrado.


O que restava era dor. Raiva. E algo novo… queimando sob a pele.


A dor ainda era recente — o peso da revelação de Luke, da morte de Zayn, da alma aprisionada — tudo pulsava como uma ferida exposta. Mas o luto não teve tempo para existir.


Porque eles estavam sendo caçadas.


No momento em que deixaram o prédio, centauros surgiram das sombras, suas patas retumbando no asfalto, os cascos cravando as ruas como garras no coração da cidade. Eram grotescos, deformados por magia negra, diferentes dos centauros do Acampamento. Olhos injetados, pelagem escura e dentes afiados. Eles não estavam ali para conversar.


— Corram! — Ellie gritou, puxando Morticia pelo braço enquanto o cão infernal surgia ao seu lado, emergindo do plano espiritual com um rosnado seco.


Deanna ficou para trás por um segundo — e quando um dos centauros a alcançou, ela explodiu em calor. O inimigo recuou, relinchando em dor, a pele estalando ao se aproximar dela.


Foi só então que os monstros surgiram.


Um estalo no ar. Outro no chão. A cidade se distorceu e de cada esquina, criaturas antigas emergiram, invocadas pelas trevas que Luke deixara para trás.

Morticia foi cercada por três Empousai, seus olhos vermelhos e garras prontas para rasgar. A eletricidade sombria de seus dedos começou a chiar. Uma delas avançou — rápido demais — mas Morticia virou em pétalas num piscar de olhos, surgindo atrás da criatura e cravando sua mão no peito dela.


O toque sugou a energia vital como uma flor que se alimenta da morte. Os olhos da Empousa se apagaram. 


— Querem brincar com a dor? — ela sussurrou. - Vieram na direção certa.


As outras duas vieram juntas. Morticia girou no ar, faíscas negras cruzando o espaço entre elas como chicotes. Cada movimento era raiva em forma de dança. O perfume de beladona, agora mais doce, fazia as criaturas hesitarem, hipnotizadas — tempo suficiente para serem destruídas.


Ellie enfrentava uma Hidra de duas cabeças, deformada por necromancia. Com um gesto, seu cão infernal avançou na frente, cercando o inimigo com labaredas negras, enquanto ela manipulava o sangue da criatura com precisão.

O sangue do monstro começou a sair por onde não devia — olhos, boca, veias arrebentando. Ellie não piscava. 


— Seu sangue é meu agora! — Murmurou, erguendo a mão como se tivesse cordas invisíveis conectadas ao corpo do bicho.


A segunda criatura, um Górgona sem olhos, veio por trás — mas o cão a mordeu no plano espiritual, forçando-a a recuar como se levasse golpes invisíveis.


A terceira, um Espectro da Noite, tentou atravessá-la em sombra, mas Ellie sorriu com frieza, puxando o sangue do próprio braço e criando uma adaga líquida, que endureceu ao contato com o ar.


Você não é o único que sabe o que é sacrifício - disse ela, antes de arremessar a lâmina diretamente no peito da criatura.


Deanna encarava três Minotauros, cada um com mais de dois metros de altura. Eles rugiram em uníssono, correndo na direção dela — mas o chão ao redor já começava a derreter.


Ela ergueu voo sem esforço, o corpo irradiando calor como um sol em miniatura. De cima, desceu com um soco tão quente que o primeiro minotauro virou cinzas.

O segundo a agarrou no ar — erro fatal. Sua pele estava como lava. O monstro gritou, desesperado, até cair de joelhos e se desfazer.

O terceiro hesitou. Deanna pousou diante dele, os pés queimando o concreto. Olhou nos olhos da criatura e, com voz calma, disse:


—Por você… Zayn. - Ela abriu os braços e concentrou todo o calor em seu centro. O ar ao redor explodiu, e o minotauro foi consumido num raio de chamas brancas.

Quando o último monstro caiu, as três estavam cobertas de suor, sangue e lembranças.


Respiraram fundo. Os olhos se encontraram. Nenhuma palavra foi dita. Mas todas sabiam: a guerra tinha começado.


{Estátua da Liberdade – Coroa}


Os ventos cortavam o céu de Nova York como lâminas. Raios dançavam entre nuvens carregadas, girando ao redor da estátua. No topo, entre o aço e o símbolo de liberdade, Luke as esperava.


Ele estava diferente.


Mais alto, olhos dourados queimando com poder. As veias pulsavam luz negra. A presença de Cronos já envenenava sua alma.


— Vocês demoraram — disse ele, como se estivesse recebendo velhas amigas.

Ellie puxou a espada.


— Você nunca foi prioridade, Luke. Só uma pedra no caminho.


— Uma pedra que matou Zayn — rebateu ele, sorrindo torto. — Ele chorou, sabia? Tentou proteger vocês até o fim.


O silêncio que se seguiu foi devastador. Deanna cerrou os punhos, e fogo se espalhou pelas mãos. Morticia caiu de joelhos, um grito preso na garganta.


— Cala. A. Boca. — rosnou Ellie.


Luke estendeu os braços.


— Vamos lá, então. Mostrem que são mais do que palavras! Me dêem um pouco de diversão, já que com Zayn foi só palavras.


{A Batalha - Topo da Estátua da Liberdade – Coroa }


O aço do monumento vibrava com a energia que se acumulava ao redor. Raios de energia dourada e negra dançavam pelo ar como serpentes famintas, iluminando os olhos de Luke com o brilho do caos.


Ele abriu os braços, a túnica esvoaçando com o vento, os olhos ardendo.


— Vocês realmente acham que podem me parar? Eu vi o tempo, vi o fim, e não tem lugar pra vocês nele.


Ellie foi a primeira a avançar. Saltou entre as vigas, sombras envolvendo seu corpo, surgindo atrás dele com uma lâmina feita de puro ferro estígio. Luke girou o corpo, bloqueando com um escudo feito de tempo congelado — o impacto criou uma onda de choque que rachou o metal do chão.


— Você é rápida, filha de Hades... mas ainda vive presa à raiva — provocou ele.

Deanna veio logo depois, martelo em chamas girando no ar como um cometa. Ela gritou, cheia de fúria, e esmagou o chão onde Luke estava. Ele desapareceu um segundo antes, e o impacto fez toda a estrutura da coroa tremer.

Deanna cambaleou, os olhos brilhando.


— Fala do Zayn de novo e eu te enterro no fundo da terra com minhas próprias mãos!


Luke reapareceu no ar, flutuando e sorrindo. Um chicote de energia temporal se formou em sua mão, e ele lançou contra Morticia. Ela ergueu uma parede de trepadeiras sombrias, mas o golpe passou por elas, atingindo seu ombro. Ela gritou, caída, o braço queimando com energia dourada que pulsava sob a pele.


— Sua dor é bonita, sabia? Zayn teria chorado ao te ver assim — sussurrou Luke, cruel.

Ellie teleportou-se de novo, surgindo acima dele, cravando a espada no ombro de Luke. Ele urrou, mas contra-atacou com um golpe de cotovelo que a lançou contra a estátua. O metal cedeu e ela ficou presa numa viga, arfando.


Deanna, com o olhar vazio de dor, girou o martelo pela última vez.


— Zayn acreditava em mim. E eu falhei com ele.


Ela correu e, com um grito brutal, jogou o martelo com toda sua força. Luke tentou desviar, mas Morticia, cambaleando, ergueu as raízes do chão e segurou seu pé no último segundo. O martelo atingiu Luke em cheio no peito. Ele caiu de joelhos.

O tempo ao redor desacelerou.


Luke tossia, cuspindo sangue. Ele tentou falar — talvez mais uma provocação, talvez arrependimento.


Mas uma lâmina atravessou seu coração pelas costas.


Silêncio.


O corpo de Luke caiu no chão metálico da coroa, olhos vazios, expressão chocada.

Morticia e Deanna estavam paradas. Uma delas havia matado ele. Só Ellie, ofegante, sabia qual. Ela observou o corpo com olhos de abismo.


E então, a alma dele começou a sair, retorcida, contaminada pelo poder de Cronos. Era um espectro escuro, sussurrando ameaças, tentando escapar.


Ellie se aproximou devagar, espada em mãos.


— Chega.


Ela canalizou toda sua dor, sua raiva, sua lealdade — e atravessou a alma de Luke com sua lâmina negra. Um grito horrível ecoou, reverberando no plano espiritual. A alma foi despedaçada, se tornando pó.

Nada mais restaria dele.


As três ficaram em silêncio. Nenhuma falou sobre quem deu o golpe final. Nenhuma perguntou.


O céu de Nova York começou a clarear, como se a cidade respirasse aliviada.

A batalha havia terminado. Mas o luto... ainda pulsava dentro delas.


{Retorno ao Acampamento Meio-Sangue – Crepúsculo}


O sol se punha atrás das colinas quando o táxi mágico, coberto de poeira, marcas de batalha e sangue seco, parou diante do pinheiro de Thalia. Três figuras desceram em silêncio, cada passo carregado de lembranças, perdas e decisões irreversíveis.

O acampamento estava mais quieto do que o normal. Sem treinamentos, sem barulho de risadas ou espadas. Muitos ainda se recuperavam da última invasão dos romanos. Outros apenas observavam à distância, reconhecendo de imediato as três semideusas que retornavam da missão impossível.


Ellie caminhava à frente. A espada de ferro estígio ainda presa nas costas, coberta de cinzas de alma. Seus olhos estavam escuros, insondáveis. Ela parecia ter voltado... diferente. Menos viva, mais densa.


Deanna vinha logo atrás. As mãos nos bolsos, o olhar perdido em algum ponto do passado. Seu martelo estava mais pesado agora. Seu coração, também.


Morticia... caminhava por último. Carregava uma pequena flor de fogo em uma das mãos — uma lembrança que Zayn sempre criava pra ela, só por diversão. Era a única coisa dele que restava.


Quando passaram pelo portal mágico, Quíron as esperava com Nêmesis ao lado. A deusa estava com o semblante tão duro quanto sempre, mas seus olhos examinavam cada uma com precisão divina.


— Vocês voltaram — disse Quíron, com genuíno alívio.


Ellie assentiu.


— Luke está morto. Definitivamente.


Nêmesis ergueu a balança em silêncio. O ponteiro oscilou, depois caiu para o centro.


— O equilíbrio foi restaurado. Mas um preço foi cobrado.


Morticia respirou fundo.


— Zayn... morreu. Tentando nos proteger. Até o fim.


Nêmesis fechou os olhos por um breve momento.


— Honraremos sua morte com silêncio e respeito.


Deanna não disse nada. As mãos tremiam dentro dos bolsos. Seus olhos, vermelhos, fitavam o chão como se ele pudesse responder algo que o mundo se recusava a oferecer.

Nêmesis se virou para Ellie.


— E o fardo? Qual de vocês...


— Não importa. — cortou Ellie, firme. — Luke se foi. E não voltará. Nunca mais.


A deusa arqueou uma sobrancelha. Por um segundo parecia prestes a insistir, mas então soltou um suspiro secco.


— Muito bem. Descansem. Curem-se. Mas não esqueçam: o destino sempre cobre, mais cedo ou mais tarde.


As três passaram por ela em silêncio.


Enquanto avançavam pelo acampamento o mar de campistas ia se abrindo para elas. Ninguém ousou dizer uma única palavra. Ninguém parou elas. Não agora.

Ellie parou próxima a fogueira. Olhou para a chama e por um instante, viu o rosto de Emily sorrindo. Viu Zayn brincando com uma explosão me miniatura. Viu Jão dormindo numa rede, desafinando em voz alta.


Ela fechou os olhos.


— Um dia de cada vez.


Dean apenas encarou o fogo em silêncio, a feições duras como uma rocha. Morticia ficou em pé também, mas ela encarava as estrelas que surgiam no céu. Nenhuma delas disse mais nada. O silêncio e o segredo que carregavam juntas dizia tudo.


Este post é de um grupo sugerido

Camp of Zeus
Camp of Zeus
20 de fevereiro de 2025 · publicou no grupo Missões

Missão difícil - Emeraude

Missão nível difícil - Emeraude Toubia


What does love become in the end? - Aphrodite mission ❤️‍🔥


Afrodite não era a deusa mais generosa dentre as mulheres, muito menos, compreensiva. Mas em casos específicos, aqueles os quais suas mãos foram mandantes de uma situação, sua atenção tomava-se por completo virando até mesmo obsessão em ajudar e compreender.


E assim era com um casal determinado.


As mãos da deusa do amor se apertaram enquanto uma lágrima solitária lhe escapava, o desespero de Katherine, sua seguidora mais fiel, era palpável. Ela agora tinha os joelhos no chão perante o caixão que levava Cristine, seu amor de tantos anos.


Era difícil que a deusa chorasse, mas, aquelas duas a acompanharam por centenas de anos. Abençoadas pela imortalidade quando a deusa do amor conseguiu se defender da acusação de traição graças a elas e seus argumentos, ela se tornou grata, e mais que isso,…


8 visualizações

Este post é de um grupo sugerido

Camp of Zeus
Camp of Zeus
18 de fevereiro de 2025 · publicou no grupo Missões

Missão Regan, médio

Éris - Medium mission (Regan Black)


A deusa não confiava em semideuses e isso era comprovado, ela os achava minúsculos demais perante seus poderes, mas, vezes ou outras necessitava daqueles pequenos seres para realizar missões que sua divindade não permitia.


Na maioria das vezes era porque envolvia mortes de criaturas muito inferiores.


Ela se sentou, pernas cruzadas enquanto seus olhos encaravam o nada. Tinha requisitado a presença do filho de Thanatos para si, ele foi o escolhido por ela para dar seguimento à missão. Quando ele entrou, levemente afobado, e se sentou perante a senhora do caos, fora impossível a loira não fazer cara de desgosto.


Não que não gostasse deles, mas por ela, era fácil resolver aquela questão.


— Olá, Black, como vai? — Perguntou em falsa educação e se inclinou levemente na cadeira, mantendo o olhar firme. — Preste bem atenção, vou direto ao ponto. Eu exagerei na…


12 visualizações
Membro desconhecido
04 de mar. de 2025

Parte 2


Regan sabia que não podia sair sem a coruja. Ela era a chave de tudo. A missão era clara: levá-la de volta a Éris, mesmo que isso me custasse a vida. Mas a gangue não facilitaria a fuga, e ele precisaria lutar se quisesse ter alguma chance de sair vivo, já que a coruja inibia qualquer tipo de poder.


Mas Regan tinha o tempo contra ele.


Ao anoitecer o rapaz voltou ao prédio usando as sombras para chegar até mais próxima a sala da coruja.


- Eu só consigo ir até aqui, passou disso meus poderes não são mais úteis


🦇💭 - Certo, Garoto. Vamos com calma. É só uma coruja que inibe poderes e são só mais de cem homens armados.


- Isso é você tentando me animar ?


🦇💭 - sim, alguém precisa pensar positivo nessa equipe.


Regan passou pelos corredores em completo silêncio, como se estivesse pisando em ovos. Adentrou novamente a sala e se escondeu em um canto escuro. A coruja ainda pousava dentro da gaiola sobre a mesa branca no centro da sala. A sala estava cercada por câmeras por todos os lados


🦇💭 - Está preparado ?


- Eu nasci pronto, Lilith


Ele a observou por um momento, tentando se lembrar de tudo o que sabia sobre a criatura. Sabia que sua presença anulava poderes, mas Regan ainda tinha seus reflexos e habilidades de combate, e isso seria o suficiente por agora.


Com um movimento rápido, Lilith sobrevoou a gaiola a abrindo sem que as câmeras percebessem e voltou a se esconder no teto da sala. E por incrível que pareça, dessa vez ela ficou quieta, observando-os com seus olhos grandes e brilhantes, como se soubesse o que acontecia. Mas Regan não tinha tempo para perguntas. Ele correu e agarrou a criatura com firmeza, mantendo-a contra o peito enquanto se dirigia para a janela quebrada.


- Agora ou nunca -- murmurou para si mesmo, já sentindo o peso da coruja em suas mãos.


Mas antes que ele pudesse dar o último passo para a escadaria, os primeiros sons de gritos e passos apressados ecoaram na sala. As câmeras já haviam o denunciado. Regan precisava de um jeito de afastá-los e continuar seu caminho.


Logo, dois italianos surgiram na sua frente, armados com bastões de ferro e facas. O líder, aquele com a cicatriz, estava logo atrás deles, vociferando ordens para que parassem Regan de qualquer maneira.


- Você acha que vai fugir com ela, garoto? - O homem com a cicatriz gritou - Eu vou te matar.


Regan não perdeu tempo. Com a coruja firmemente pressionada contra seu peito, ele deu um passo à frente, sentindo a adrenalina subindo. O primeiro dos italianos tentou golpear Regan com o bastão de ferro, mas ele se abaixou com agilidade, esquivando-se da investida. Num movimento fluido, Regan agarrou o braço do homem e o torceu, fazendo-o perder o equilíbrio e cair no chão com um grito de dor.


O segundo homem tentou atacar com uma faca, mas Regan já estava pronto. Com um rápido movimento, ele se jogou para o lado, evitando o golpe, e com um soco direto no estômago, derrubou o segundo italiano, deixando-o atordoado no chão.


Mas o líder da gangue, furioso, já estava ali, brandindo um facão e avançando em sua direção. Regan sabia que não tinha muito tempo. Ele precisava terminar o que começou e escapar antes que mais homens chegassem.


Com a coruja segura contra seu peito, ele se preparou para a luta. O homem com a cicatriz avançou, cortando o ar com o facão. Regan se esquivou mais uma vez, sentindo a lâmina passar perto de sua pele. Ele usou sua vantagem de agilidade para desarmar o homem, dando-lhe um golpe certeiro no pescoço, deixando o facão cair no chão.


Sem parar para descansar, Regan pegou o facão e o usou para cortar as cordas que eles haviam colocado que prendiam a janela. Ele não podia perder tempo. Quando a janela estava aberta o suficiente para passar, ele sentiu o impulso de correr. O peso da coruja ainda o incomodava, mas ele sabia que ela era sua única chance de completar a missão.


De repente, mais italianos apareceram no campo de visão. Regan não hesitou. Ele saltou pela janela, usando o impulso para subir com rapidez. Seus pés tocaram o chão com força, e ele correu subindo os degraus em disparada.


Ao sair do prédio, com mais de Cem homens armados na sua cola. Regan seguiu para A Floresta Nacional de Angeles que era uma área florestal localizada no centro de Los Angeles.


- Vai ser um jogo de gato e rato


Regan disse a Lilith que voava ao seu lado sentindo o vento frio cortar suas asas enquanto voava com agilidade. Os passos pesados dos italianos ecoando atrás deles. E Regan só precisava ganhar tempo até encontrar um lugar seguro. Agora ele tinha a coruja e sua vida estava mais uma vez em jogo.


Regan correu pela floresta, com a coruja firme contra seu peito. Seus músculos estavam ardendo, seu corpo exausto, mas a adrenalina o mantinha alerta. Os italianos estavam atrás dele, e o som das botas pesadas esmagando folhas secas ecoava pela floresta. Ele não tinha mais seus poderes para se proteger, apenas suas armas e suas habilidades de combate. E, por enquanto, isso teria que ser o suficiente.


Ele sabia que a perseguição era apenas uma questão de tempo até que eles o alcançassem. Regan olhou para os lados, procurando algum lugar onde pudesse se esconder ou emboscar os inimigos. O silêncio da floresta era quase abafado pelos gritos dos homens atrás dele, que já estavam começando a cercá-lo.


De repente, ele se inclinou para a esquerda, entrando em uma pequena clareira coberta de arbustos. Ele se escondeu rapidamente atrás de uma árvore, tentando controlar a respiração. A coruja, ainda em seus braços, se mantinha estranhamente calma. Regan não podia perder tempo pensando nisso. Ele precisava lutar para sobreviver.


Os homens passaram pela clareira, seus passos rápidos e pesados, sem perceberem que Regan ainda estava ali, observando-os pela lateral. Ele podia ouvir as conversas baixas e as ordens do líder, o homem com a cicatriz, que continuava comandando a busca.


- Ele não pode ter ido muito longe. Encontrarem ele e terminem o trabalho - disse o líder, com a voz cortante.


Regan sentiu a raiva subir dentro de si, mas manteve a calma. Ele sabia que não poderia ficar parado. Precisava despistá-los, ou a luta seria inevitável.


Com um movimento rápido, ele correu em direção a um rio estreito que cortava a floresta. Ele não tinha muito tempo para atravessar, mas sabia que os homens teriam dificuldade em atravessar o rio sem se molharem ou perderem tempo. Quando chegou à beira, ele se agachou e olhou para trás. Os italianos estavam se aproximando.


Regan fez um movimento brusco, arremessando uma pedra contra uma árvore a alguns metros, fazendo um barulho que os atraiu para o lado oposto. Ele aproveitou a distração para se esconder entre as pedras e arbustos próximos ao rio, onde os homens não podiam vê-lo.


A tática funcionou por um momento, mas logo, os italianos começaram a vasculhar mais cuidadosamente. Eles sabiam que Regan estava perto. O som das vozes se aproximava novamente. Regan não podia esperar mais.


Quando o líder e dois outros homens chegaram à beira do rio, ele saltou de sua posição, correndo para trás de uma árvore e agachando-se com rapidez. O primeiro homem, distraído, foi pego de surpresa. Regan o atacou com um golpe direto no pescoço, derrubando-o com um movimento rápido. O segundo tentou sacar a faca, mas Regan já estava em cima dele, desarmando-o com um golpe preciso e torcendo o braço para trás, fazendo o homem gritar de dor.


O líder da gangue, furioso, avançou com uma faca grande. Regan, com a coruja ainda apertada contra seu peito, usou o facão que havia pegado anteriormente para bloquear o golpe. Eles se enfrentaram por alguns segundos, com o facão de Regan e a lâmina do líder se cruzando no ar, faíscas voando.


- Você acha que pode me derrotar, garoto? - O líder riu, cheio de confiança.


Mas Regan não respondeu. Ele se concentrou em cada movimento, cada golpe, e, quando o líder tentou atacar novamente, Regan usou sua velocidade para desviar e, em um movimento rápido, acertou o estômago do homem com o cabo do facão. O líder se curvou, atordoado, e Regan aproveitou para empurrá-lo para o chão com um golpe final.


Regan não perdeu tempo com mais palavras. Ele sabia que a luta não estava ganha. A coruja continuava a incomodá-lo, mas ele sabia que a única coisa que importava agora era escapar.


Ele levantou-se rapidamente, respirando pesadamente, e olhou ao redor. Ele sabia que mais homens viriam. Ele não podia esperar para ver o que aconteceria a seguir.


De repente, ele ouviu passos rápidos atrás dele e se escondeu em um buraco na vegetação. Ele estava atrás de uma rocha gigante, a única cobertura que poderia protegê-lo por alguns minutos. Ele viu os outros italianos se aproximando, suas lanternas iluminando a floresta. Regan estava cansado, mas sua mente estava afiada, sua vontade de sobreviver era ainda mais forte.


Os italianos passaram por ele, sem perceber sua presença. Regan se manteve imóvel, esperando. Quando o último dos perseguidores passou, ele correu com tudo, aproveitando a velocidade e o terreno.


Com cada passo, ele sentiu a tensão se dissipando. Finalmente, após o que pareceu uma eternidade, ele se afastou do alcance dos italianos. Ele estava ofegante, a coruja ainda apertada contra seu peito. Mas ele sabia que, por agora, havia conseguido.


Ele olhou para trás, para a floresta, com um misto de alívio e apreensão. Não havia tempo para descansar. A missão ainda estava em andamento. Ele precisava continuar.


Ainda sem poderes, mas mais determinado do que nunca, Regan se afastou da floresta caminhando entre os prédios, deixando os italianos para trás e avançando para o próximo desafio.


A missão continuava.


A viagem de volta foi torturante. Regan sentia o peso da coruja ainda pressionado contra seu peito, como um lembrete constante da missão que finalmente estava concluindo. Ele havia saido com vida, superado os italianos e enfrentado seu limite físico e mental. Mas a missão não estava completa até que ele devolvesse a coruja para Éris.


E agora sem poderes, ele tinha que voltar do jeito nada convencional. Regan caminhou até a parada de ônibus mais próxima e ali subiu naquela máquina duvidosa que atravessava a cidade, sempre com a sensação de estar sendo observado.


🦇💭 - Ônibus??? Sério ?


- Você tinha uma ideia melhor ? Por sorte, pelo horário está vazio. E ninguém irá me olhar estranho por falar com um morcego e estar abraçado com uma coruja zoiuda.


Seus músculos estavam exaustos, mas sua determinação era mais forte do que qualquer dor. Ele sabia que, quando entregasse a coruja, tudo isso teria valido a pena.


Finalmente, após cruzar LA. E voltar para o seu ponto de partida, Regan se pôs a caminhar novamente. O refugio que Eris havia lhe dado a localização para entregar a coruja, era uma caverna oculta nas montanhas, longe dos olhos curiosos. O lugar era sombrio, com pedras lisas e um eco profundo, como se o próprio ambiente estivesse esperando por algo.


Regan chegou ao seu destino junto aos primeiros raios solares. Ele adentrou a caverna, a presença de Éris se fez sentir antes mesmo de vê-la. Sua aura, fria e imponente, parecia impregnar o ar. A deusa estava sentada em um trono simples, mas magnífico, envolta por sombras e mistério. Seus olhos se fixaram em Regan assim que ele entrou.


- Você demorou mais do que eu esperava - disse Éris, sua voz suave, mas cheia de autoridade.


Regan se aproximou, ainda com a coruja em mãos.


- Mas eu a trouxe, como foi pedido.


Ele estendeu a coruja em suas mãos, e Éris a observou por um momento, como se estivesse avaliando algo além do físico.


- Muito bem, semideus. Você cumpriu sua missão.


Ela pegou a coruja com a mesma delicadeza com que Regan a carregava, e, no instante em que suas mãos tocaram o animal, um brilho dourado emitiu-se de seus olhos. A coruja, antes imóvel, pareceu despertar, suas penas brilhando por um momento antes de se aquietar novamente.


Regan não disse nada, mas sentiu um pequeno alívio. A missão estava completa. Ele havia entregado a coruja sã e salva, e agora poderia voltar à sua vida. Ou pelo menos, era o que pensava.


Éris olhou para ele por mais um momento, e, então, com um gesto de sua mão, fez com que a caverna se iluminasse de maneira diferente.


- Vá, então. Sua jornada de volta ao Acampamento Meio-Sangue o espera. Você já provou seu valor.


Regan fez uma reverência respeitosa, sentindo que havia cumprido seu propósito.


- Até logo, Éris.


Com um último olhar para a deusa, Regan se virou e saiu da caverna, a coruja agora em boas mãos. Ele sabia que sua próxima missão seria retornar ao Acampamento, mas, por enquanto, sentia um momento de vitória. Ele estava pronto para voltar à sua rotina de semideus.


A viagem de volta ao Acampamento Meio-Sangue foi mais tranquila. Ele estava exausto, mas a sensação de dever cumprido o ajudava a suportar o cansaço. Com Lilith em seu ombro, voando ao seu redor, ele sentiu a companhia reconfortante da pequena morcega.


🦇💭 - Você fez bem, Garoto. Vamos voltar e descansar. Você merece.


Regan sorriu levemente para Lilith, sentindo sua presença como um apoio constante. Juntos, finalmente chegaram ao Acampamento Meio-Sangue, e Regan, apesar de todos os desafios, sentiu uma sensação de paz enquanto pisava no solo familiar.


O jogo de rouba-bandeira, suas batalhas e suas futuras aventuras o aguardavam e claro Lilach. A falta da garota realmente se fez em seus pensamentos. Mas por agora, Regan estava pronto para descansar e recuperar sua energia. Ele sabia que, independentemente do que acontecesse, sempre haveria algo novo e inesperado no horizonte.



Mas, por enquanto, ele estava em casa.

Este post é de um grupo sugerido

Camp of Zeus
Camp of Zeus
4 de fevereiro de 2025 · publicou no grupo Missões

Missão fácil, Kiernam

Missão fácil, Kiernam


Casa Grande - Lady Tyche


Tyche andava em passos calmos pela Casa Grande com uma expressão serena em seu rosto. Enquanto isso, seu olhar analisava cada detalhe do lugar e aos poucos seu rosto foi tomando outra expressão.


— Credo! – disse ao colocar de volta na estante um globo de neve antigo. — Essa mobília já passou da hora de ser trocada… Mas, pelo menos eles se esforçaram para me receber.


Negando, a deusa ouviu passos seguindo na sua direção e a maçaneta da porta girando. Em seguida, teletransportou-se para o “trono” que separaram para ela se sentar e assim o fez.


— Entre, querida. – ordenou em um pedido, sorrindo levemente para a prole de Éris. — Diga-me, você já ouviu falar da cornucópia?


8 visualizações

Este post é de um grupo sugerido

Camp of Zeus
Camp of Zeus
4 de fevereiro de 2025 · publicou no grupo Missões

Missão Elizabeth, média

Missão Elizabeth, nível médio


Poseidon olhou pro homem à sua frente e passou a mão grande pela barba, pensava seriamente em qual seria sua reação e decisão sobre o que ele havia acabado de reportar. Não era lá um deus que gostava de caçar briga, muito menos era de se calar perante a seu reino em uma guerra civil.


Se encostou a cadeira e olhou em volta, precisaria pedir um semideus para que desse fim a aquilo sem que parecesse tomar um lado. Sabia que se posicionasse, iria piorar toda a situação e fazer com que a guerra aumentasse e muito possivelmente se tornaria culpado por aquilo.


Ser rei de algo como o mar exigia de si inteligência para não se meter em coisas como aquela, mas, também pedia uma intervenção. Os olhos claros passearam por seu salão enquanto mentalmente repassava a lista de semideus que lhe chegou nos últimos…


4 visualizações

Este post é de um grupo sugerido

Camp of Zeus
Camp of Zeus
3 de fevereiro de 2025 · publicou no grupo Missões

Missão Ella Blackwood nível médio

Missão de nível médio - Ella Blackwood


Thanatos pov


O Deus não tinha muitos inimigos, isso era um fato. A convicção de que nenhum ser escapava da morte era sua maior arma, afinal, se até mesmo os deuses tinham tempo contado que dirá os outros seres.


Porém, nos últimos tempos, sua irritação estava em ápice. Odiava ter aquela sensação dentro de si, pois seu trabalho exigia 100% de sua paz de espírito para não se descontrolar. Segurou sua bolinha de relaxamento e apertou por alguns segundos, respirando na mesma intensidade.


Mas não resolveu, irritado, Thanatos fez da bolinha uma grande bomba de fogo negro e a jogou longe. Psiquê que o desculpasse, mas de gente que perdoava e se lascava o mundo estava cheio.


Chamou um sátiro na sua sala e logo se apresentou à casa grande, chamando sua filha Ella a seu encontro. Ela era a melhor pessoa para…


27 visualizações
Membro desconhecido
27 de fev. de 2025

Missao Ella Parte 7


Com um movimento brutal, cravei ainda mais fundo as garras em suas costas, sentindo os ossos de suas asas cederem sob minha força. Richard gritou, um urro de dor que ecoou pelo céu noturno, mas isso não me fez hesitar. Um puxão violento e a primeira asa foi arrancada do seu corpo, jorrando sangue negro pelo ar, manchando meu rosto e meus braços. Ele se debateu, tentando me atingir com qualquer coisa que ainda tivesse forças para usar, mas eu já estava arrancando a segunda. Meus músculos se contraíram enquanto puxava, rasgando carne e tendões, ouvindo o estalo grotesco de ossos se partindo até que a segunda asa se separou do corpo dele, deixando apenas um vazio ensanguentado onde antes havia algo que o fazia sentir-se divino.


Ele gritou mais uma vez, mas não por muito tempo. Agarrando-o pelo pescoço, mantive-o firme por um instante, apenas para garantir que ele sentisse a queda. Com um sorriso torcido, o lancei para baixo, colocando força o suficiente para ter certeza de que ele não apenas cairia, mas se chocaria contra o chão com violência. Eu o observei despencar, seu corpo rodopiando pelo ar, até que, com um estrondo seco, ele se espatifou contra a terra. O impacto levantou poeira e rachou o solo, uma cratera se formando onde ele havia colidido.


Desci lentamente, pousando com leveza ao lado do estrago. Meu olhar percorreu a cena à minha frente: Richard estava estirado no meio dos escombros, seu corpo ensanguentado, os músculos tremendo enquanto ele tentava, pateticamente, se arrastar para longe. O que antes era um ser cheio de arrogância e soberba agora não passava de uma sombra do que já foi. Uma criatura quebrada, lutando para sobreviver.


Ri baixo, um som cruel e desumano que reverberou pelo espaço vazio ao redor. Dei alguns passos em sua direção, observando cada detalhe da sua miséria, o tremor em suas mãos, o sangue se misturando ao chão, os olhos arregalados em um misto de dor e ódio. Inclinei a cabeça, fingindo curiosidade, antes de soltar, sem qualquer emoção


— Você é um inseto. - Minhas palavras o atingiram tanto quanto meus golpes. Ele se encolheu, seu corpo tenso, mas ainda teimoso o suficiente para tentar continuar rastejando. Porém, já não importava mais. Ele estava acabado, e eu estava ali para garantir que não sobraria nada dele quando tudo terminasse.


O mundo ao nosso redor parecia distorcido pela pressão esmagadora de nossas auras colidindo. O ar tremia, carregado de energia pura, enquanto o fogo negro de Richard se entrelaçava com a escuridão pulsante que emanava de mim. Nossos corpos eram sombras em meio ao caos, figuras quase indistintas se movendo em velocidades tão absurdas que qualquer espectador comum veria apenas borrões de destruição e impacto. O chão já não existia; estava reduzido a cinzas e crateras de puro poder bruto. E no centro desse apocalipse, éramos apenas nós dois — monstros batalhando para decidir qual deles governaria as cinzas do outro.


Richard investiu primeiro, impulsionado por sua nova forma divina. Sua velocidade era insana, e eu mal consegui erguer minhas garras antes de sentir o punho dele se chocando contra meu peito, atirando-me para trás como uma bala. Minhas costas atingiram o que restava de uma parede do templo, pulverizando pedra e poeira em todas as direções. Mas antes que meu corpo parasse, já estava me movendo novamente, transformando a força do impacto em impulso. Lancei-me na direção dele, rasgando o ar como um míssil vivo, minha mão se estendendo como uma lança para atravessar sua garganta.


Richard desviou por um milésimo de segundo, mas não foi rápido o suficiente. Minhas garras cravaram-se no seu ombro, rasgando carne e osso como papel. O sangue negro dele espirrou pelo ar, evaporando antes mesmo de tocar o solo, mas o sorriso em seu rosto não desapareceu. Com um movimento brutal, ele agarrou meu pulso e girou meu próprio peso contra mim, atirando-me contra o chão. Antes que eu pudesse me recuperar, senti sua perna esmagar meu peito com um chute brutal, afundando-me ainda mais na terra destroçada.


Uma dor cortante percorreu minha espinha, mas eu não tinha tempo para ceder. Com um rugido bestial, forcei meu corpo para cima, ignorando o peso dele, e agarrei seu tornozelo com força. Um instante depois, impulsionei meu corpo para frente e cravei minhas presas afiadas em sua panturrilha, dilacerando músculos e tendões com uma única mordida. Richard gritou e, por um momento, seu controle vacilou. Era tudo o que eu precisava. Meus braços envolveram sua cintura, e, com uma explosão de força bruta, eu o ergui e o joguei no chão com uma brutalidade que rachou o solo por dezenas de metros ao redor.


O impacto foi tão feroz que o templo inteiro tremeu, como se os próprios deuses estivessem assistindo ao confronto e sentindo sua intensidade. Eu me joguei sobre ele sem hesitação, minhas garras descendo como lâminas para retalhar seu peito, mas Richard reagiu no último segundo. Seu braço se ergueu e, com um brilho de fogo negro, uma lâmina sombria se formou em sua mão. Antes que eu percebesse, o aço profano atravessou meu abdômen, perfurando carne e ossos como se fossem feitos de papel.


A dor era absurda, queimando por dentro como uma praga devoradora, mas não me deteve. Se ele queria um jogo de sacrifícios, eu estava disposta a jogar. Em vez de recuar, avancei ainda mais, empurrando a lâmina para dentro de mim até que meu rosto estivesse a centímetros do dele. E então, com um sorriso maníaco, cravei minhas garras em sua garganta, esmagando sua traqueia com uma força que faria até mesmo um deus vacilar.


Richard engasgou, sangue jorrando de sua boca enquanto seu corpo tremia, mas sua expressão continuava desafiadora. Sua outra mão brilhou com gelo estígio, e, antes que eu pudesse recuar, ele a pressionou contra meu peito. O frio da morte percorreu meu corpo em uma onda avassaladora, congelando carne e quebrando ossos por dentro. Ambos havíamos sido atingidos. Ambos havíamos sofrido danos fatais. E ambos sabíamos que isso não era suficiente para nos deter.


A luta continuou. Não havia estratégia, não havia técnica refinada — apenas dois monstros dilacerando um ao outro com uma fúria que ultrapassava qualquer instinto de autopreservação. Cada golpe era uma promessa de destruição. Cada ferida aberta era apenas mais um troféu de resistência. O templo ao nosso redor já não era nada além de destroços e pó, e o céu acima parecia prestes a ruir sob o peso do caos que criávamos.


Mas eu sentia. Sentia que o tempo estava chegando ao fim. Sentia que, por mais que Richard estivesse se regenerando, algo nele começava a vacilar. Sua respiração estava pesada. Sua postura, antes impecável, agora mostrava hesitação. Ele não queria admitir, mas sabia — sabia que não poderia continuar assim para sempre. E eu me aproveitaria disso.


Com um último rugido, coloquei toda a minha força na próxima investida. Lancei-me contra ele com uma fúria descontrolada, minhas asas se abrindo para me impulsionar ainda mais. Richard ergueu sua lâmina negra, preparando-se para me perfurar de novo, mas desta vez eu estava pronta. No último instante, desviei, girando meu corpo no ar, e ataquei de baixo para cima.


Minha mão atravessou sua defesa. Meus dedos afundaram em sua carne. E, com um golpe final e definitivo, minhas garras perfuraram sua barriga, atravessando-o de um lado ao outro.


O tempo parou. O sangue quente dele escorreu pelos meus dedos, pingando no chão como tinta negra. Richard engasgou, seus olhos arregalando-se em choque, e um som gutural escapou de seus lábios. Sua lâmina caiu de suas mãos, cravando-se sem força no solo.


Eu o segurei ali, olhando fundo em seus olhos, vendo o brilho dourado desaparecer aos poucos. Ele queria dizer algo. Talvez um insulto, talvez uma última provocação. Mas nada saiu. Apenas sangue, e um silêncio que selava seu destino

A atmosfera ao redor era pesada, quase sufocante, com o silêncio cortante pairando no ar, interrompido apenas pelo som da respiração ofegante de Richard. Seu sorriso debochado e desdenhoso parecia um esforço vazio, à medida que ele se via imerso em uma situação que jamais imaginara. Seus olhos, antes cheios de confiança, agora demonstravam uma ponta de apreensão, mas ele não se rendia facilmente.


— Sim, eu sou um monstro — ela murmurou, a voz fria como a lâmina de uma faca. e com um movimento súbito e ágil, as garras que emergiam de suas mãos se cravaram com precisão na carne de seu pescoço. A sensação foi visceral, um rasgo profundo, o som de carne sendo dilacerada ressoando com nitidez. As lâminas afiadas atravessaram a pele e músculos, uma dor intensa tomando conta do corpo de Richard, mas ele ainda tentava manter o controle, ainda acreditando que poderia escapar dessa situação.


Mas ela não hesitou. As garras penetraram cada vez mais, avançando com uma brutalidade calculada, até que atingiram sua traqueia, quebrando sua defesa física e emocional. A pressão era imensa, e ele não teve tempo nem de reagir antes que ela, com um movimento fluido, arrancasse a traqueia de seu pescoço. O som da carne sendo rasgada foi ensurdecedor, e Richard soltou um grunhido, seus olhos se arregalando em choque, o pânico finalmente tomando conta de seu ser.


O sangue jorrou com força, respingando no rosto dela e nas paredes ao redor, enquanto sua vítima já não conseguia mais manter qualquer semblante de resistência. A traqueia de Richard foi arrancada com uma eficiência impressionante, deixando-o sem ar, sem vida, enquanto seu corpo desabava no chão, sem controle, a expressão dele agora congelada em uma mistura de dor excruciante e incredulidade.


Ela permaneceu imóvel, os olhos fixos na cena, sua postura ereta e impassível. O sangue que manchava suas mãos parecia não afetá-la, como se ela estivesse completamente imersa na missão que acabara de completar. Não havia prazer em sua expressão, apenas um estado de absoluta certeza de que sua humanidade a cada dia se mantinha mais distante

Este post é de um grupo sugerido

Camp of Zeus
Camp of Zeus
30 de agosto de 2023 · publicou no grupo Missões

Missão seguidor - Emeraude

Moros era o líder das Moiras. Ele escrevia o destino e então o dava às Moiras para garantir que esse destino de morte se tornasse realidade. O caos veio ao mundo para que os seres pudessem escapar às vezes por conta própria. A Moirai ainda afirmavam que o próprio Zeus não poderia questionar o destino e a morte.


Se você se afastasse do destino, ainda mais caos viria ao mundo. Se Zeus emitisse um decreto, ele não poderia mudá-lo porque o destino interviria. Isso significa que Zeus temia Moros. Como Moros podia dominar Zeus dessa maneira, as pessoas o viam como onipotente e onipresente.


E ali estava ele. Seus dedos baturilando contra os braços da cadeira onde sentava. Moros não enxergava, ao menos, era o que todos falavam. Mas seus instintos eram gritantes, seus ouvidos e olfatos eram tão avançados que na mente do deus ele conseguia simplesmente montar tudo…


7 visualizações

Este post é de um grupo sugerido

Camp of Zeus
Camp of Zeus
18 de agosto de 2023 · publicou no grupo Missões

Missão Tams

Missão de nível médio - Tamino


Hermes


O deus jogava uma bolinha pra cima, constantemente pensando se aquilo era uma boa ideia. Hélio havia dito que ele podia confiar, mas, como se o fofoqueiro junior parecia extremamente curioso?


Seus pensamentos foram logo interrompidos pelo abrir das portas, Tamino tinha a expressão neutra após cumprimentar o deus e este apenas suspirou, antes que iniciasse de fato sua fala.


Certo… Tamino. Como seu nível não é tão avançado, sua missão é bem simples. Tá vendo aquela caixinha ali? É essa aí do tamanho de uma caixa de sapato? Você deverá levá-la ao templo de Ártemis, na Grécia. E não, você não vai morrer… Eu acho.


-----


12 visualizações
Só Limões
Só Limões
30 de ago. de 2023

⠀⠀⠀⠀▸ ִֶָ ☀️ : Tamino Amir

ᅟᅟᅟ 𝖋ılho de Hélio ٬٬ ˑ․

ᅟᅟᅟᅟᅟ.

» Missão de Hermes - Caixinha de Artemis


Tamino manteve sua expressão neutra na presença do Deus dos Mensageiros. Mantinha uma curiosidade imensa por todas as histórias que Hermes poderia lhe contar, mas decidiu que precisava se manter focado, caso quisesse garantir sua própria segurança.


Apesar de não ser uma missão complicada, viajar sozinho até a Grécia não era exatamente uma tarefa simples e, além disso, não tinha muita experiência para ter certeza de uma viagem tranquila. Mas, se Hermes garantiu (mais ou menos) que ele voltaria vivo, quem Tamino seria para discordar.


Assim, se dirigiu até seu chalé. Para não carregar coisas demais consigo, decidiu levar sua Espada Solar, no momento disfarçada como um isqueiro, e sua Armadura, a qual colocou por cima das roupas. A névoa não deixaria os mortais a perceberem, mas a manopla que ela formava na canhota de Tamino era algo místico de se ver.


Pegando uma mochila, colocou a caixa dentro dela, assim como algumas roupas, alimentos, dracmas e algumas ataduras, apesar de não saber muito bem como fazer um curativo se fosse necessário.


E, com tudo pronto, o filho de Hélio partiu.



– Viagem –



Como chegaria à Grécia? Usar seus poderes estava fora de cogitação, a distância era demais pra isso. Ir por terra era impossível, afinal, iria para a Europa diretamente da América do Norte. Sobravam duas opções: barco ou avião.


Tinha algum dinheiro de mortais guardado, então poderia escolher entre essas opções livremente, mas a pergunta principal era: é mais fácil convencer um capitão de barco ou uma companhia aérea a deixar um menor de idade embarcar?


Depois de muito ponderar sobre a situação, fez seu caminho até a saída do acampamento, se despedindo de algumas pessoas antes disso. Prometeu à Leo que voltaria em segurança, apesar de não ter certeza se conseguiria cumprir tal acordo.


Assim que começou a descer a colina, sentiu um calafrio percorrer sua espinha. Era a primeira vez que saía do acampamento desde que voltou e parecia que havia se esquecido da sensação de isolamento que sentia no mundo exterior.


Após conseguir embarcar em um ônibus, o Tamino se dirigiu até o porto. Apesar de não ser o maior fã de barcos, achou que seria mais simples conseguir uma viagem num cargueiro do que entrar em um avião sendo menor de idade.


Começou a conversar com algumas pessoas, entre marinheiros, capitães e passageiros de embarcações mais luxuosas. Precisava de todas as informações que podia conseguir. Uma mulher, vestida como uma madame saída diretamente de um filme de época, indicou que iria viajar até a França, mas não deu indicações sobre qual das embarcações usaria.


Um homem forte e alto, com pele bronzeada e um macacão desbotado, falou que o barco onde trabalhava estava indo até a Espanha, levando carros para exportação. Essa seria a melhor chance de Tamino, sem dúvidas.


Seguiu falando com mais algumas pessoas, mantendo uma rota meio conturbada até o cargueiro indicado. Sua ideia era se teleportar para o navio sem ninguém perceber e passar a viagem como clandestino. Sabia que o tempo de viagem seria de por volta de uma semana. Assim, antes de embarcar, precisaria conseguir água e comida também.


Marcando a posição de sua embarcação na memória, Tamino caminhou até algumas vendas diferentes, comprando alimentos não perecíveis, como cereais e grãos, além de bastante água. Pegou algumas frutas para consumo mais breve também, para não enjoar do gosto do resto dos alimentos.


Quando voltou, já estava quase na hora de partir. Se concentrando, um feixe de luz o tomou, em um local vagamente fora do campo de visão de observadores aleatórios. Logo, estava atrás de um container e, assim, começou a se esgueirar pela embarcação, procurando um lugar mais recluso para se acomodar.


Encontrou um espaço quase impossível de se perceber, entre dois containeres colocados acidentalmente longe demais um do outro, perto da borda do navio. Era perfeito.


Agora, a parte mais tranquila da jornada começava, cujo único problema seria se manter oculto pela duração da travessia.



– 7 dias de viagem de barco –

– Desembarque em Valência –



Tamino estava cansado. Noites mal dormidas e uma alimentação consistente apenas de comidas secas e água não era exatamente o que se chamaria de "saudável". Assim que percebeu a chegada no porto, o garoto pegou suas coisas e saltou. Era uma queda alta, mas, manipulando sua própria gravidade com os poderes, ele caiu no cais sem problema algum.


Em uma correria, fugiu antes que alguém percebesse de onde ele havia vindo. Seu próximo passo seria encontrar um trem. Sabia a rota que precisaria pegar, então, usando o dinheiro que tinha consigo, trocou alguns Euros e, se fazendo de vítima, conseguiu convencer uma senhora a lhe deixar usar o banheiro de sua casa para um banho. Convencer as pessoas era parte de seu trabalho como jornalista, afinal.


Agora limpo, Tamino caminhou até a estação de Valência, pegando um trem para Barcelona. Felizmente, diferente da viagem de barco, não precisou de tramóias ou planos elaborados. Comprar uma passagem era fácil naquela situação.


Desembarcando em Barcelona, sabia que precisaria pegar dois ônibus. O primeiro, até Sófia, na Bulgária e o segundo até Tessalônica, na Grécia. E assim o fez.



– 1 dia de viagem de ônibus/trem –

– Desembarque em Tessalônica –



Finalmente, Grécia. Sentia seu objetivo cada vez mais perto. Seu último embarque seria uma viagem rápida até Atenas, de trem, e finalmente poderia entregar aquela caixa.


Após descer da locomotiva, Tamino observou a beleza da capital grega. Era como visitar a casa de seus avós pela primeira vez. Um sorriso apareceu no rosto do pequeno sol, que caminhou até o templo onde seu objetivo seria concluído.


Estava surpreso. Mais de uma semana sem sinais de monstros ou qualquer situação ruim. Parecia que a sorte estava do seu lado.


Para pessoas comuns, o templo parecia uma ruína, completamente abandonado e sem vida. Entretanto, para aqueles capazes de ver por trás das cortinas que ocultavam o divino do mundano, o templo era incrível. Subindo as escadas, Tamino desapareceu para o mundo exterior, se encontrando em um interior enorme, branco como o mais puro mármore, com pilares e decorações final, que retratavam diversos mitos da Deusa da Caça.


— Lady Ártemis, deusa da caça, da vida selvagem e da lua…


Tamino caminhou, encontrando um altar vazio, onde sabia o que precisava fazer. Tirou a caixa de sua mochila e a posicionou na elevação de mármore, começando a fazer uma prece.


— Vós, que guias tuas caçadoras para o triunfo, aceita pois essa oferenda, uma devolução entregue por esse humilde servo…


Antes que pudesse continuar, Tamino ouviu algo estranho. Apenas de não conseguir escutar passos, ouviu vozes se aproximando. Eram agudas e a letter "S" era puxada, como um sibilo de cobra.


"Finalmente! Ssssabe quanto tempo essssperamosss por um presa tão fácil?"


Ao se virar, o filho de Hélio viu duas criaturas. Corpo de mulher e duas caudas de serpente no lugar das pernas. Usavam uma armadura de bronze na parte superior do corpo e carregavam consigo escudos e boleadeiras.


— Peço-lhe um momento, deusa Ártemis, para que eu me desfaça das criaturas que invadem vosso templo.


Tirando seu isqueiro do bolso, Tamino invocou uma espada flamejante, se preparando para o combate.


"O sssssemideussss quer brincar!"


Uma das Dracaenae jogou sua arma, tentando acertar as pernas do garoto. Ele suspirou e, usando sua espada, queimou a corda que iria prendê-lo, encarando os monstros com desdém.


— Eu tô um pouco ocupado agora, sabem? Se querem participar de uma entrevista, vou pedir que esperem até a próxima vida de vocês.


Usando a mão onde sua manopla estava, Tamino gerou um feixe de luz forte, cegando brevemente os monstros, o suficiente para ter uma abertura e se aproximar rapidamente.


Entretanto, seu ataque seguinte foi bloqueado pelo escudo de uma das criaturas e, enquanto estava ocupado com essa, a outra o derrubou com uma cauda.


"Ssssssem graça… É ssssó issssso que têm?"


— Desgraçadas…


Se levantou como podia e começou a correr até a porta. Os monstros o perseguiram, assim como esperava. No momento em que seu pé tocou um feixe de luz solar, Tamino sorriu.


— Vamos ver como vocês lidam com um pouco de calor!


Seu corpo foi tomado por chamas solares, que formaram um manto belíssimo, que trepidava enquanto o garoto se movia.


Usando suas novas chamas, bolas de fogo foram jogadas na direção das criaturas que, apesar de bloquearem, agora estavam preocupadas com mais uma coisa.


Tamino acelerou, atingindo uma velocidade sobre humana e, rapidamente, usou sua espada para decapitar uma das criaturas, que também conseguiu colocar suas garras no peito do garoto. O sangue escorria, mas não podia se dar o luxo de parar.


A outra Dracaenae jogou sua boleadeira, que se prendeu nos pés do garoto, mas foi queimada pelas chamas de seu manto. Entretanto, foi o suficiente para o fazer cair no chão, desequilibrado.


"Morra, sssssemideussss!"


As garras do monstro começaram a dilacerar as costas de Tamino, com cortes cada vez mais profundos. O monstro se queimava enquanto o fazia, mas seu objetivo parecia ser levar o semideus junto consigo.


— AAAH! CHEGA!


Apertando seu punho na manopla, uma campo luminoso se criou, afastando a criatura e criando uma pequena área segura para Tamino recuperar o fôlego.


— Merda… Que dor do caralho…


Mal conseguiu se colocar de pé. As mãos da criatura estavam queimadas e, por isso, não conseguia pegar o escudo corretamente. Entretanto, Tamino sabia que não podia se mover demais, ou correria o risco de piorar seus ferimentos e desmaiar de dor.


— Eu só queria acabar essa missão e voltar pra casa… que saco.


O garoto largou sua espada, encarando a criatura que ainda não conseguia se aproximar. Em um movimento calmo, fingiu segurar um arco. Liz se formou em sua mão, adquirindo a forma de uma meia-lua e, na livre, uma flecha de luz apareceu.


O campo de força se desfez e, conforme a Dracaenae avançou, Tamino liberou a flecha, que perfurou o pescoço da criatura. Outra foi disparada, acertando a cabeça e finalmente matando aquela cobra metida a gente.


Exausto, ele se dirigiu até o altar, onde alguém o esperava, curiosamente.


Os cabelos negros contratavam com as paredes brancas do templo. Ela segurava um arco, o qual apontou prontamente para Tamino, que já havia guardado suas armas. O garoto apenas levantou as mãos, rendido e sem forças para mais uma luta. Os olhos azuis dela o fitaram, como se ele fosse uma presa fácil.


"Eu, Thalia Grace, tenente das Caçadoras de Ártemis, exijo que se apresente, ladrão!"


— Ladrão? Não… eu vim aqui devolver algo.


As palavras saiam com dificuldade. Tamino sentia que podia desmaiar a qualquer instante. Sua visão estava turva.


"Pois então devolva o que pegou, antes que eu resolva ser menos amigável."


— Está aí! Essa caixa!


"Como você pretende devolver algo que já está aqui? Está tentando me fazer de besta, garoto?"


Ela melhorou sua mira, claramente pronta para perfurar o crânio do garoto caso ele desse mais um passo errado.


— Eu…


Ele suspirou, se ajoelhando em respeito à tenente.


— Meu nome é Tamino Amir, filho de Hélio e enviado por Hermes para devolver a caixa que você vê sobre o altar. Entretanto, assim que a coloquei ali, fui atacado por uma dupla de Dracaenae, as quais acabei de derrotar. Se quiser, pode ir ver as marcas do combate mais à frente, mas, se quiser uma prova mais imediata…


Lentamente, tentando parecer o mais inofensivo possível, ele se virou, mostrando as costas dilaceradas para a mulher.


"Pelos Deuses… Como você ainda está de pé, se tem feridas tão profundas?"


— Eu… tenho uma missão a cumprir. Se quiser me interrogar depois, me levar como prisioneiro ou coisa do tipo, tudo bem. Eu só preciso fazer algo antes, por favor.


Apesar de ainda desconfiada, Thalia deixou o garoto prosseguir. Tamino caminhou lentamente para mais perto do altar e se ajoelhou, iniciando novamente sua prece.


— Lady Ártemis, deusa da caça, da vida selvagem e da lua, aqui me prostro novamente para finalmente concluir minha prece. Entrego-te a caixa que me foi confiada. Tenha certeza que fiz o meu melhor para que, qualquer que seja o conteúdo dentro dela, tudo se mantivesse no estado que me foi entregue. Caso seja de seu agrado, espero poder voltar para casa em segurança a partir de agora. Sua tenente se faz presente aqui para o caso de minha missão ou minha prece não lhe apetecerem, então entrego a ti meu breve destino, dependendo do resultado que convir.


Quando suas palavras cessaram, Tamino sentiu o peso de suas próprias palavras. Ou, talvez, fosse a dor do sangramento em suas costas.


Virou-se lentamente para a caçadora e, sorrindo, se desculpou:


— Sinto muito… acho que eu posso não ser de muito mais ajuda…


E desmaiou, sentindo a cabeça bater contra o chão de mármore antes de perder completamente os sentidos. Esperava que, apesar da intriga, Thalia pudesse oferecer alguma compaixão para com ele, ou morreria ali mesmo, sem muitas opções.




– Fim da Missão –


| Poderes utilizados |


Teleporte Luminoso

Corpo Celeste

Herança Luminosa

Star Fire

Pyrocinese

Fugacidade Estelar

Flechas de Luz

bottom of page