Missão Ella Blackwood nível médio
Missão de nível médio - Ella Blackwood
Thanatos pov
O Deus não tinha muitos inimigos, isso era um fato. A convicção de que nenhum ser escapava da morte era sua maior arma, afinal, se até mesmo os deuses tinham tempo contado que dirá os outros seres.
Porém, nos últimos tempos, sua irritação estava em ápice. Odiava ter aquela sensação dentro de si, pois seu trabalho exigia 100% de sua paz de espírito para não se descontrolar. Segurou sua bolinha de relaxamento e apertou por alguns segundos, respirando na mesma intensidade.
Mas não resolveu, irritado, Thanatos fez da bolinha uma grande bomba de fogo negro e a jogou longe. Psiquê que o desculpasse, mas de gente que perdoava e se lascava o mundo estava cheio.
Chamou um sátiro na sua sala e logo se apresentou à casa grande, chamando sua filha Ella a seu encontro. Ela era a melhor pessoa para entender sua irritação, não que os outros três não fossem, mas a falta de controle era um detalhe que o deus desejava naquele momento.
— filha, preciso da sua… colaboração. Um homem, de nome Richard Lightwood, se auto intitulou o senhor da alquimia. O maldito descobriu o segredo da imortalidade e eu não vou permitir que mais um humano tire sarro dessa forma bem na minha cara. Óbvio que, eu não posso fazer isso eu mesmo para que não gere problemas, mas creio que saberá lidar com ele. Da última vez que foi visto, caminhava de cueca na Antártida para provar sua imortalidade e me irritar de novo.
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Ache Richard, e o algeme. O néctar descoberto dá a eles alguns poderes aleatórios de deuses então saiba que não será fácil.
Terá que citar três lutas, duas onde ele escapa e a terceira que consegue prende-lo. Na primeira luta ele terá os poderes de um filho de Zeus em nível 10, na segunda terá os de um filho de Meline em nível 10 e na terceira será os de macaria em nível 10.
Ele ainda tentará te matar após muito te irritar durante a missão, ao fim, ele causará um problema que te levará ao descontrole. Mate-o e leve a alma para o submundo, lembre-se que o néctar funciona apenas três dias em humanos, então esteja atenta para que ele não tome enquanto estiver com você e aos dias plausíveis. Thanatos estará aguardando ansioso.
Você tem sete dias para entrega da missão, lembrando que precisará se manter off das dms de treino por pelo menos três desses dias.
Todos os poderes e armas estão liberados, use com moderação.
É uma missão de nível médio e valerá XP como tal. Dependendo do enredo a alma será sua.


Missao Ella Parte 7
Com um movimento brutal, cravei ainda mais fundo as garras em suas costas, sentindo os ossos de suas asas cederem sob minha força. Richard gritou, um urro de dor que ecoou pelo céu noturno, mas isso não me fez hesitar. Um puxão violento e a primeira asa foi arrancada do seu corpo, jorrando sangue negro pelo ar, manchando meu rosto e meus braços. Ele se debateu, tentando me atingir com qualquer coisa que ainda tivesse forças para usar, mas eu já estava arrancando a segunda. Meus músculos se contraíram enquanto puxava, rasgando carne e tendões, ouvindo o estalo grotesco de ossos se partindo até que a segunda asa se separou do corpo dele, deixando apenas um vazio ensanguentado onde antes havia algo que o fazia sentir-se divino.
Ele gritou mais uma vez, mas não por muito tempo. Agarrando-o pelo pescoço, mantive-o firme por um instante, apenas para garantir que ele sentisse a queda. Com um sorriso torcido, o lancei para baixo, colocando força o suficiente para ter certeza de que ele não apenas cairia, mas se chocaria contra o chão com violência. Eu o observei despencar, seu corpo rodopiando pelo ar, até que, com um estrondo seco, ele se espatifou contra a terra. O impacto levantou poeira e rachou o solo, uma cratera se formando onde ele havia colidido.
Desci lentamente, pousando com leveza ao lado do estrago. Meu olhar percorreu a cena à minha frente: Richard estava estirado no meio dos escombros, seu corpo ensanguentado, os músculos tremendo enquanto ele tentava, pateticamente, se arrastar para longe. O que antes era um ser cheio de arrogância e soberba agora não passava de uma sombra do que já foi. Uma criatura quebrada, lutando para sobreviver.
Ri baixo, um som cruel e desumano que reverberou pelo espaço vazio ao redor. Dei alguns passos em sua direção, observando cada detalhe da sua miséria, o tremor em suas mãos, o sangue se misturando ao chão, os olhos arregalados em um misto de dor e ódio. Inclinei a cabeça, fingindo curiosidade, antes de soltar, sem qualquer emoção
— Você é um inseto. - Minhas palavras o atingiram tanto quanto meus golpes. Ele se encolheu, seu corpo tenso, mas ainda teimoso o suficiente para tentar continuar rastejando. Porém, já não importava mais. Ele estava acabado, e eu estava ali para garantir que não sobraria nada dele quando tudo terminasse.
O mundo ao nosso redor parecia distorcido pela pressão esmagadora de nossas auras colidindo. O ar tremia, carregado de energia pura, enquanto o fogo negro de Richard se entrelaçava com a escuridão pulsante que emanava de mim. Nossos corpos eram sombras em meio ao caos, figuras quase indistintas se movendo em velocidades tão absurdas que qualquer espectador comum veria apenas borrões de destruição e impacto. O chão já não existia; estava reduzido a cinzas e crateras de puro poder bruto. E no centro desse apocalipse, éramos apenas nós dois — monstros batalhando para decidir qual deles governaria as cinzas do outro.
Richard investiu primeiro, impulsionado por sua nova forma divina. Sua velocidade era insana, e eu mal consegui erguer minhas garras antes de sentir o punho dele se chocando contra meu peito, atirando-me para trás como uma bala. Minhas costas atingiram o que restava de uma parede do templo, pulverizando pedra e poeira em todas as direções. Mas antes que meu corpo parasse, já estava me movendo novamente, transformando a força do impacto em impulso. Lancei-me na direção dele, rasgando o ar como um míssil vivo, minha mão se estendendo como uma lança para atravessar sua garganta.
Richard desviou por um milésimo de segundo, mas não foi rápido o suficiente. Minhas garras cravaram-se no seu ombro, rasgando carne e osso como papel. O sangue negro dele espirrou pelo ar, evaporando antes mesmo de tocar o solo, mas o sorriso em seu rosto não desapareceu. Com um movimento brutal, ele agarrou meu pulso e girou meu próprio peso contra mim, atirando-me contra o chão. Antes que eu pudesse me recuperar, senti sua perna esmagar meu peito com um chute brutal, afundando-me ainda mais na terra destroçada.
Uma dor cortante percorreu minha espinha, mas eu não tinha tempo para ceder. Com um rugido bestial, forcei meu corpo para cima, ignorando o peso dele, e agarrei seu tornozelo com força. Um instante depois, impulsionei meu corpo para frente e cravei minhas presas afiadas em sua panturrilha, dilacerando músculos e tendões com uma única mordida. Richard gritou e, por um momento, seu controle vacilou. Era tudo o que eu precisava. Meus braços envolveram sua cintura, e, com uma explosão de força bruta, eu o ergui e o joguei no chão com uma brutalidade que rachou o solo por dezenas de metros ao redor.
O impacto foi tão feroz que o templo inteiro tremeu, como se os próprios deuses estivessem assistindo ao confronto e sentindo sua intensidade. Eu me joguei sobre ele sem hesitação, minhas garras descendo como lâminas para retalhar seu peito, mas Richard reagiu no último segundo. Seu braço se ergueu e, com um brilho de fogo negro, uma lâmina sombria se formou em sua mão. Antes que eu percebesse, o aço profano atravessou meu abdômen, perfurando carne e ossos como se fossem feitos de papel.
A dor era absurda, queimando por dentro como uma praga devoradora, mas não me deteve. Se ele queria um jogo de sacrifícios, eu estava disposta a jogar. Em vez de recuar, avancei ainda mais, empurrando a lâmina para dentro de mim até que meu rosto estivesse a centímetros do dele. E então, com um sorriso maníaco, cravei minhas garras em sua garganta, esmagando sua traqueia com uma força que faria até mesmo um deus vacilar.
Richard engasgou, sangue jorrando de sua boca enquanto seu corpo tremia, mas sua expressão continuava desafiadora. Sua outra mão brilhou com gelo estígio, e, antes que eu pudesse recuar, ele a pressionou contra meu peito. O frio da morte percorreu meu corpo em uma onda avassaladora, congelando carne e quebrando ossos por dentro. Ambos havíamos sido atingidos. Ambos havíamos sofrido danos fatais. E ambos sabíamos que isso não era suficiente para nos deter.
A luta continuou. Não havia estratégia, não havia técnica refinada — apenas dois monstros dilacerando um ao outro com uma fúria que ultrapassava qualquer instinto de autopreservação. Cada golpe era uma promessa de destruição. Cada ferida aberta era apenas mais um troféu de resistência. O templo ao nosso redor já não era nada além de destroços e pó, e o céu acima parecia prestes a ruir sob o peso do caos que criávamos.
Mas eu sentia. Sentia que o tempo estava chegando ao fim. Sentia que, por mais que Richard estivesse se regenerando, algo nele começava a vacilar. Sua respiração estava pesada. Sua postura, antes impecável, agora mostrava hesitação. Ele não queria admitir, mas sabia — sabia que não poderia continuar assim para sempre. E eu me aproveitaria disso.
Com um último rugido, coloquei toda a minha força na próxima investida. Lancei-me contra ele com uma fúria descontrolada, minhas asas se abrindo para me impulsionar ainda mais. Richard ergueu sua lâmina negra, preparando-se para me perfurar de novo, mas desta vez eu estava pronta. No último instante, desviei, girando meu corpo no ar, e ataquei de baixo para cima.
Minha mão atravessou sua defesa. Meus dedos afundaram em sua carne. E, com um golpe final e definitivo, minhas garras perfuraram sua barriga, atravessando-o de um lado ao outro.
O tempo parou. O sangue quente dele escorreu pelos meus dedos, pingando no chão como tinta negra. Richard engasgou, seus olhos arregalando-se em choque, e um som gutural escapou de seus lábios. Sua lâmina caiu de suas mãos, cravando-se sem força no solo.
Eu o segurei ali, olhando fundo em seus olhos, vendo o brilho dourado desaparecer aos poucos. Ele queria dizer algo. Talvez um insulto, talvez uma última provocação. Mas nada saiu. Apenas sangue, e um silêncio que selava seu destino
A atmosfera ao redor era pesada, quase sufocante, com o silêncio cortante pairando no ar, interrompido apenas pelo som da respiração ofegante de Richard. Seu sorriso debochado e desdenhoso parecia um esforço vazio, à medida que ele se via imerso em uma situação que jamais imaginara. Seus olhos, antes cheios de confiança, agora demonstravam uma ponta de apreensão, mas ele não se rendia facilmente.
— Sim, eu sou um monstro — ela murmurou, a voz fria como a lâmina de uma faca. e com um movimento súbito e ágil, as garras que emergiam de suas mãos se cravaram com precisão na carne de seu pescoço. A sensação foi visceral, um rasgo profundo, o som de carne sendo dilacerada ressoando com nitidez. As lâminas afiadas atravessaram a pele e músculos, uma dor intensa tomando conta do corpo de Richard, mas ele ainda tentava manter o controle, ainda acreditando que poderia escapar dessa situação.
Mas ela não hesitou. As garras penetraram cada vez mais, avançando com uma brutalidade calculada, até que atingiram sua traqueia, quebrando sua defesa física e emocional. A pressão era imensa, e ele não teve tempo nem de reagir antes que ela, com um movimento fluido, arrancasse a traqueia de seu pescoço. O som da carne sendo rasgada foi ensurdecedor, e Richard soltou um grunhido, seus olhos se arregalando em choque, o pânico finalmente tomando conta de seu ser.
O sangue jorrou com força, respingando no rosto dela e nas paredes ao redor, enquanto sua vítima já não conseguia mais manter qualquer semblante de resistência. A traqueia de Richard foi arrancada com uma eficiência impressionante, deixando-o sem ar, sem vida, enquanto seu corpo desabava no chão, sem controle, a expressão dele agora congelada em uma mistura de dor excruciante e incredulidade.
Ela permaneceu imóvel, os olhos fixos na cena, sua postura ereta e impassível. O sangue que manchava suas mãos parecia não afetá-la, como se ela estivesse completamente imersa na missão que acabara de completar. Não havia prazer em sua expressão, apenas um estado de absoluta certeza de que sua humanidade a cada dia se mantinha mais distante