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Missões

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Missão 2 - caça ao assassino (Ellie, Morticia, Deanna)

Missão 2 -


Caça ao assassino


Para os que não sabem, este é Luke Castellan, uma versão nova do filho de Hermes e que está disposto a trazer cronos de volta.


1 - vocês serão convocados para uma missão de vingança passada por nêmesis.

2 - a deusa falará na casa grande sobre a necessidade de capturar o garoto vivo

3 - vocês ainda não sabem sobre a morte de Zayn

4 - vocês saem de imediato do acampamento

5 - vocês passarão por Los Angeles, santa barbara, santa mônica, San Diego e por último Vegas

6 - ficarão presos em Vegas (vide cena do cassino de pjo)

7 - quando conseguirem sair, irão para nova York de alguma forma, sejam criativos

8 - primeiro encontro com luke, ele conta sobre a morte de Zayn em detalhes e como prendeu a alma do garoto para trazer cronos de volta. Vocês tentam prende-lo mas ele consegue fugir.

9 - depois de serem perseguidos por centauros e matarem alguns monstros (pelo menos 3 por semideus, escolham vocês mesmos) vocês irão encontrar Luke

10 - ele fugirá de vocês e irá parar na estátua da liberdade

11 - vocês lutarão de forma intensa com ele, porém, ele já é um semideus nível 800

12 - mais uma vez ele zomba de vocês usando Zayn

13 - a intenção é capturar, mas vocês falham, e matam Luke. Destruam a alma.

14 - voltem para o acampamento para contar a nêmesis.


- prazo de 15 dias

- poderes e armas liberados

- valerá arma e poder dependendo de qualidade

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Alê Roos
Alê Roos
Apr 21, 2025

{Nova York}

Ellie passou pelo crupiê e deu um tapa no ombro dele.


— Obrigada pela partida. Mas da próxima vez, eu venho cobrar. E trago o caos comigo.

As três entraram no carro.


Destino decidido. Nova York as esperava.

Após a tensa fuga do cassino, Morticia, Ellie e Deanna chegaram finalmente a Nova York, ainda com o sabor da adrenalina no ar. As ruas da cidade estavam iluminadas pelas luzes vibrantes dos arranha-céus, mas nenhuma delas conseguia ignorar a sensação crescente de que estavam sendo observadas. O peso da missão parecia aumentar a cada passo.


Ellie, sempre a estrategista, andava à frente, como se estivesse em busca de algo que ainda não havia encontrado, enquanto Deanna, mais reservada, mantinha um olhar atento para cada movimento nas sombras. Morticia, por sua vez, estava distante. Seus olhos, normalmente cheios de astúcia, agora pareciam carregar o reflexo de um luto mal resolvido. Estava ali, com as amigas ao lado, mas sua alma parecia ainda vagar em busca de respostas — ou talvez de vingança.


As luzes de Nova York piscavam de maneira quase cínica enquanto o táxi as deixava diante do prédio abandonado onde a aura de Luke havia sido sentida. Era como se a cidade, sempre viva, estivesse zombando da dor que Morticia e Deanna carregava. Ellie apertou a mão da amiga com força, e Deanna mantinha o olhar firme, embora sua expressão estivesse carregada de tensão.


Subiram os andares em silêncio, os passos ecoando nos corredores vazios, cada um mais próximo de algo que não sabiam se queriam realmente enfrentar. E ali estava ele. Luke. Encostado contra a parede quebrada de um antigo salão, o cabelo loiro sujo caindo sobre os olhos, o sorriso calmo demais para alguém que havia quebrado tantas vidas.


— Vocês demoraram.. — ele disse, como se estivessem apenas reencontrando velhos amigos.


Ellie rangeu os dentes, mas se manteve firme ao lado de Morticia. Deanna se moveu ligeiramente para o lado, preparando-se para qualquer coisa.


— Você vai pagar pelo que fez! — Morticia disse, a voz falhando no começo, mas se tornando firme no final.


Luke sorriu. 


— É mesmo? E o que eu fiz, exatamente, Morticia? O mundo precisa de equilíbrio. Cronos vai trazer isso. E o Zayn… bem, ele teve um papel essencial nisso.


— Não ouse dizer o nome dele. — Ela avançou um passo, o rosto em fogo. 


Luke deu uma leve risada, o som saindo como se estivesse se divertindo com algo que já sabia há muito tempo. Ele olhou para Morticia, seu olhar frio e sem remorso.


— Você realmente quer saber? Porque, acredite, eu posso te contar cada detalhe... — Ele fez uma pausa, como se estivesse se preparando para algo dramático. — Zayn foi necessário. Eu o matei, Morticia. Eu matei Zayn para que Cronos pudesse retornar. A alma dele foi a última peça que eu precisava para completar meu plano. E eu… eu me diverti um pouco também.


Morticia sentiu o coração apertar, mas Luke não parecia perceber a dor que suas palavras causavam. Ele se aproximou dela, sem pressa, como se estivesse explicando uma receita simples.


— Ele não teve nem chance de reagir, sabe? — Luke continuou, com um tom quase nostálgico. — Eu o esperei virar as costas. Ele estava distraído… procurando por você, aliás. Achei poético. Eu me aproximei com cuidado, e antes que ele sequer pudesse sentir minha presença, cravei a lâmina nas costas dele. Uma adaga envenenada — presente de um velho aliado, aliás. Silenciosa, rápida, eficaz. O veneno o paralisou primeiro. Ele tentou gritar, mas tudo o que saiu foi um suspiro. Olhos arregalados, um último olhar de confusão. Talvez até arrependimento. E então… nada.


Ele sorriu, com uma tranquilidade sádica.

 

 — A alma dele foi fácil de capturar. Estava presa ao corpo ainda quando eu a puxei. Parecia… leve. Como se ele já soubesse que não pertencia mais a esse mundo.


— Eu não queria fazer isso, mas foi o que teve que ser. Você vai entender, mais tarde. Quando tudo isso estiver no lugar certo, você vai ver que eu só fiz o que era necessário.


Morticia tremia. Os olhos marejados se encontraram com os de Luke, que apenas observava. Ellie já havia sacado a adaga. Deanna avançava devagar, os olhos congelados numa expressão que nem ela mesma sabia nomear.


— Você é um monstro — Morticia sussurrou.


— Sou um visionário — Ele corrigiu.  — Você só ainda não entendeu.


— Eu vou fazer desejar estar morto — Deanna explodiu em um grito, que estava preso.

 

O chão tremeu levemente, um aviso claro de que algo mais estava por vir. Deanna lançou a adaga. Ellie tentou cercá-lo com sombras. Morticia, impulsiva, correu com o punhal que Zayn havia deixado com ela meses antes.


Mas Luke foi rápido demais.


Um portal se abriu atrás dele. Ele deu um passo para trás, escapando no último segundo.


— Nos vemos em breve, Morticia e irmãzinha do Z!— ele disse, antes de desaparecer.

O silêncio que se seguiu foi ensurdecedor.


Ela caiu de joelhos, as lágrimas finalmente escapando. Ellie se ajoelhou ao seu lado, puxando-a para um abraço apertado.


Deanna permaneceu em pé por mais tempo, os olhos fixos no local onde Luke havia desaparecido. O corpo ainda rígido, a mandíbula travada. Ela queria gritar, queria quebrar algo, mas nada saía. O luto dela era diferente. Silencioso, esmagador. O irmão havia sido tirado dela.


Ela se virou, com os olhos brilhando, não pelas lágrimas, mas pela raiva contida. As sombras em torno dela tremulavam com força, como se sentissem o que estava por vir. Mas ela não disse nada. Apenas se aproximou de Morticia, e colocou a mão sobre o ombro dela — firme, quente, como um elo silencioso entre duas almas despedaçadas pelo mesmo nome.


Ellie foi a primeira a quebrar o silêncio 


— Nós precisamos encontrar uma maneira de pará-lo. Ele ainda tem Zayn, meninas. E ele está mais perto de Cronos do que jamais imaginamos.


 Elas não respondeu de imediato. sentiam que as palavras de Luke ainda estavam reverberando em sua mente, como se ela estivesse presa a algo que não podia escapar.


— Eu não vou deixar ele ganhar — Disse deanna finalmente, a voz firme, embora trêmula de emoção. — Nós vamos encontrá-lo. E vamos trazê-lo de volta.


{Caça e Caçadoras}


Após a fuga do prédio, Nova York parecia ainda mais sufocante. As luzes, antes vibrantes, agora piscavam como olhos atentos, seguindo cada movimento delas. O mundo mortal seguia seu curso, mas para Morticia, Ellie e Deanna, a realidade havia se quebrado.


O que restava era dor. Raiva. E algo novo… queimando sob a pele.


A dor ainda era recente — o peso da revelação de Luke, da morte de Zayn, da alma aprisionada — tudo pulsava como uma ferida exposta. Mas o luto não teve tempo para existir.


Porque eles estavam sendo caçadas.


No momento em que deixaram o prédio, centauros surgiram das sombras, suas patas retumbando no asfalto, os cascos cravando as ruas como garras no coração da cidade. Eram grotescos, deformados por magia negra, diferentes dos centauros do Acampamento. Olhos injetados, pelagem escura e dentes afiados. Eles não estavam ali para conversar.


— Corram! — Ellie gritou, puxando Morticia pelo braço enquanto o cão infernal surgia ao seu lado, emergindo do plano espiritual com um rosnado seco.


Deanna ficou para trás por um segundo — e quando um dos centauros a alcançou, ela explodiu em calor. O inimigo recuou, relinchando em dor, a pele estalando ao se aproximar dela.


Foi só então que os monstros surgiram.


Um estalo no ar. Outro no chão. A cidade se distorceu e de cada esquina, criaturas antigas emergiram, invocadas pelas trevas que Luke deixara para trás.

Morticia foi cercada por três Empousai, seus olhos vermelhos e garras prontas para rasgar. A eletricidade sombria de seus dedos começou a chiar. Uma delas avançou — rápido demais — mas Morticia virou em pétalas num piscar de olhos, surgindo atrás da criatura e cravando sua mão no peito dela.


O toque sugou a energia vital como uma flor que se alimenta da morte. Os olhos da Empousa se apagaram. 


— Querem brincar com a dor? — ela sussurrou. - Vieram na direção certa.


As outras duas vieram juntas. Morticia girou no ar, faíscas negras cruzando o espaço entre elas como chicotes. Cada movimento era raiva em forma de dança. O perfume de beladona, agora mais doce, fazia as criaturas hesitarem, hipnotizadas — tempo suficiente para serem destruídas.


Ellie enfrentava uma Hidra de duas cabeças, deformada por necromancia. Com um gesto, seu cão infernal avançou na frente, cercando o inimigo com labaredas negras, enquanto ela manipulava o sangue da criatura com precisão.

O sangue do monstro começou a sair por onde não devia — olhos, boca, veias arrebentando. Ellie não piscava. 


— Seu sangue é meu agora! — Murmurou, erguendo a mão como se tivesse cordas invisíveis conectadas ao corpo do bicho.


A segunda criatura, um Górgona sem olhos, veio por trás — mas o cão a mordeu no plano espiritual, forçando-a a recuar como se levasse golpes invisíveis.


A terceira, um Espectro da Noite, tentou atravessá-la em sombra, mas Ellie sorriu com frieza, puxando o sangue do próprio braço e criando uma adaga líquida, que endureceu ao contato com o ar.


Você não é o único que sabe o que é sacrifício - disse ela, antes de arremessar a lâmina diretamente no peito da criatura.


Deanna encarava três Minotauros, cada um com mais de dois metros de altura. Eles rugiram em uníssono, correndo na direção dela — mas o chão ao redor já começava a derreter.


Ela ergueu voo sem esforço, o corpo irradiando calor como um sol em miniatura. De cima, desceu com um soco tão quente que o primeiro minotauro virou cinzas.

O segundo a agarrou no ar — erro fatal. Sua pele estava como lava. O monstro gritou, desesperado, até cair de joelhos e se desfazer.

O terceiro hesitou. Deanna pousou diante dele, os pés queimando o concreto. Olhou nos olhos da criatura e, com voz calma, disse:


—Por você… Zayn. - Ela abriu os braços e concentrou todo o calor em seu centro. O ar ao redor explodiu, e o minotauro foi consumido num raio de chamas brancas.

Quando o último monstro caiu, as três estavam cobertas de suor, sangue e lembranças.


Respiraram fundo. Os olhos se encontraram. Nenhuma palavra foi dita. Mas todas sabiam: a guerra tinha começado.


{Estátua da Liberdade – Coroa}


Os ventos cortavam o céu de Nova York como lâminas. Raios dançavam entre nuvens carregadas, girando ao redor da estátua. No topo, entre o aço e o símbolo de liberdade, Luke as esperava.


Ele estava diferente.


Mais alto, olhos dourados queimando com poder. As veias pulsavam luz negra. A presença de Cronos já envenenava sua alma.


— Vocês demoraram — disse ele, como se estivesse recebendo velhas amigas.

Ellie puxou a espada.


— Você nunca foi prioridade, Luke. Só uma pedra no caminho.


— Uma pedra que matou Zayn — rebateu ele, sorrindo torto. — Ele chorou, sabia? Tentou proteger vocês até o fim.


O silêncio que se seguiu foi devastador. Deanna cerrou os punhos, e fogo se espalhou pelas mãos. Morticia caiu de joelhos, um grito preso na garganta.


— Cala. A. Boca. — rosnou Ellie.


Luke estendeu os braços.


— Vamos lá, então. Mostrem que são mais do que palavras! Me dêem um pouco de diversão, já que com Zayn foi só palavras.


{A Batalha - Topo da Estátua da Liberdade – Coroa }


O aço do monumento vibrava com a energia que se acumulava ao redor. Raios de energia dourada e negra dançavam pelo ar como serpentes famintas, iluminando os olhos de Luke com o brilho do caos.


Ele abriu os braços, a túnica esvoaçando com o vento, os olhos ardendo.


— Vocês realmente acham que podem me parar? Eu vi o tempo, vi o fim, e não tem lugar pra vocês nele.


Ellie foi a primeira a avançar. Saltou entre as vigas, sombras envolvendo seu corpo, surgindo atrás dele com uma lâmina feita de puro ferro estígio. Luke girou o corpo, bloqueando com um escudo feito de tempo congelado — o impacto criou uma onda de choque que rachou o metal do chão.


— Você é rápida, filha de Hades... mas ainda vive presa à raiva — provocou ele.

Deanna veio logo depois, martelo em chamas girando no ar como um cometa. Ela gritou, cheia de fúria, e esmagou o chão onde Luke estava. Ele desapareceu um segundo antes, e o impacto fez toda a estrutura da coroa tremer.

Deanna cambaleou, os olhos brilhando.


— Fala do Zayn de novo e eu te enterro no fundo da terra com minhas próprias mãos!


Luke reapareceu no ar, flutuando e sorrindo. Um chicote de energia temporal se formou em sua mão, e ele lançou contra Morticia. Ela ergueu uma parede de trepadeiras sombrias, mas o golpe passou por elas, atingindo seu ombro. Ela gritou, caída, o braço queimando com energia dourada que pulsava sob a pele.


— Sua dor é bonita, sabia? Zayn teria chorado ao te ver assim — sussurrou Luke, cruel.

Ellie teleportou-se de novo, surgindo acima dele, cravando a espada no ombro de Luke. Ele urrou, mas contra-atacou com um golpe de cotovelo que a lançou contra a estátua. O metal cedeu e ela ficou presa numa viga, arfando.


Deanna, com o olhar vazio de dor, girou o martelo pela última vez.


— Zayn acreditava em mim. E eu falhei com ele.


Ela correu e, com um grito brutal, jogou o martelo com toda sua força. Luke tentou desviar, mas Morticia, cambaleando, ergueu as raízes do chão e segurou seu pé no último segundo. O martelo atingiu Luke em cheio no peito. Ele caiu de joelhos.

O tempo ao redor desacelerou.


Luke tossia, cuspindo sangue. Ele tentou falar — talvez mais uma provocação, talvez arrependimento.


Mas uma lâmina atravessou seu coração pelas costas.


Silêncio.


O corpo de Luke caiu no chão metálico da coroa, olhos vazios, expressão chocada.

Morticia e Deanna estavam paradas. Uma delas havia matado ele. Só Ellie, ofegante, sabia qual. Ela observou o corpo com olhos de abismo.


E então, a alma dele começou a sair, retorcida, contaminada pelo poder de Cronos. Era um espectro escuro, sussurrando ameaças, tentando escapar.


Ellie se aproximou devagar, espada em mãos.


— Chega.


Ela canalizou toda sua dor, sua raiva, sua lealdade — e atravessou a alma de Luke com sua lâmina negra. Um grito horrível ecoou, reverberando no plano espiritual. A alma foi despedaçada, se tornando pó.

Nada mais restaria dele.


As três ficaram em silêncio. Nenhuma falou sobre quem deu o golpe final. Nenhuma perguntou.


O céu de Nova York começou a clarear, como se a cidade respirasse aliviada.

A batalha havia terminado. Mas o luto... ainda pulsava dentro delas.


{Retorno ao Acampamento Meio-Sangue – Crepúsculo}


O sol se punha atrás das colinas quando o táxi mágico, coberto de poeira, marcas de batalha e sangue seco, parou diante do pinheiro de Thalia. Três figuras desceram em silêncio, cada passo carregado de lembranças, perdas e decisões irreversíveis.

O acampamento estava mais quieto do que o normal. Sem treinamentos, sem barulho de risadas ou espadas. Muitos ainda se recuperavam da última invasão dos romanos. Outros apenas observavam à distância, reconhecendo de imediato as três semideusas que retornavam da missão impossível.


Ellie caminhava à frente. A espada de ferro estígio ainda presa nas costas, coberta de cinzas de alma. Seus olhos estavam escuros, insondáveis. Ela parecia ter voltado... diferente. Menos viva, mais densa.


Deanna vinha logo atrás. As mãos nos bolsos, o olhar perdido em algum ponto do passado. Seu martelo estava mais pesado agora. Seu coração, também.


Morticia... caminhava por último. Carregava uma pequena flor de fogo em uma das mãos — uma lembrança que Zayn sempre criava pra ela, só por diversão. Era a única coisa dele que restava.


Quando passaram pelo portal mágico, Quíron as esperava com Nêmesis ao lado. A deusa estava com o semblante tão duro quanto sempre, mas seus olhos examinavam cada uma com precisão divina.


— Vocês voltaram — disse Quíron, com genuíno alívio.


Ellie assentiu.


— Luke está morto. Definitivamente.


Nêmesis ergueu a balança em silêncio. O ponteiro oscilou, depois caiu para o centro.


— O equilíbrio foi restaurado. Mas um preço foi cobrado.


Morticia respirou fundo.


— Zayn... morreu. Tentando nos proteger. Até o fim.


Nêmesis fechou os olhos por um breve momento.


— Honraremos sua morte com silêncio e respeito.


Deanna não disse nada. As mãos tremiam dentro dos bolsos. Seus olhos, vermelhos, fitavam o chão como se ele pudesse responder algo que o mundo se recusava a oferecer.

Nêmesis se virou para Ellie.


— E o fardo? Qual de vocês...


— Não importa. — cortou Ellie, firme. — Luke se foi. E não voltará. Nunca mais.


A deusa arqueou uma sobrancelha. Por um segundo parecia prestes a insistir, mas então soltou um suspiro secco.


— Muito bem. Descansem. Curem-se. Mas não esqueçam: o destino sempre cobre, mais cedo ou mais tarde.


As três passaram por ela em silêncio.


Enquanto avançavam pelo acampamento o mar de campistas ia se abrindo para elas. Ninguém ousou dizer uma única palavra. Ninguém parou elas. Não agora.

Ellie parou próxima a fogueira. Olhou para a chama e por um instante, viu o rosto de Emily sorrindo. Viu Zayn brincando com uma explosão me miniatura. Viu Jão dormindo numa rede, desafinando em voz alta.


Ela fechou os olhos.


— Um dia de cada vez.


Dean apenas encarou o fogo em silêncio, a feições duras como uma rocha. Morticia ficou em pé também, mas ela encarava as estrelas que surgiam no céu. Nenhuma delas disse mais nada. O silêncio e o segredo que carregavam juntas dizia tudo.


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