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Missão Tams

Missão de nível médio - Tamino


Hermes


O deus jogava uma bolinha pra cima, constantemente pensando se aquilo era uma boa ideia. Hélio havia dito que ele podia confiar, mas, como se o fofoqueiro junior parecia extremamente curioso?


Seus pensamentos foram logo interrompidos pelo abrir das portas, Tamino tinha a expressão neutra após cumprimentar o deus e este apenas suspirou, antes que iniciasse de fato sua fala.


Certo… Tamino. Como seu nível não é tão avançado, sua missão é bem simples. Tá vendo aquela caixinha ali? É essa aí do tamanho de uma caixa de sapato? Você deverá levá-la ao templo de Ártemis, na Grécia. E não, você não vai morrer… Eu acho.


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  1. Leve o item para o templo de Artemis.

  2. Ao chegar lá, deverá deixá-lo sobre o altar em frente a estátua da deusa.

  3. Antes que você possa sair, será abordado por duas dracaenae de mesmo nível que você, as enfrente. Em seguida, aparecerá a coronel das seguidoras da deusa, Thalia.

  4. O motivo é simples, Artemis achará que está tentando roubá-la. Convença Thalia (a seguidora enviada pra te matar) que não foi roubar, e sim devolver o item.

  5. Se tentar enfrentá-la, você morre.

  6. 2 armas de legado, poderes liberados mas apenas poderá usá-los duas vezes cada um.

  7. Prazo de 30 dias, como é missão de nível médio não há chances de estender, se passar do prazo, perde os níveis.

  8. Seja criativo, boa sorte.

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Só Limões
Só Limões
Aug 30, 2023

⠀⠀⠀⠀▸ ִֶָ ☀️ : Tamino Amir

ᅟᅟᅟ 𝖋ılho de Hélio ٬٬ ˑ․

ᅟᅟᅟᅟᅟ.

» Missão de Hermes - Caixinha de Artemis


Tamino manteve sua expressão neutra na presença do Deus dos Mensageiros. Mantinha uma curiosidade imensa por todas as histórias que Hermes poderia lhe contar, mas decidiu que precisava se manter focado, caso quisesse garantir sua própria segurança.


Apesar de não ser uma missão complicada, viajar sozinho até a Grécia não era exatamente uma tarefa simples e, além disso, não tinha muita experiência para ter certeza de uma viagem tranquila. Mas, se Hermes garantiu (mais ou menos) que ele voltaria vivo, quem Tamino seria para discordar.


Assim, se dirigiu até seu chalé. Para não carregar coisas demais consigo, decidiu levar sua Espada Solar, no momento disfarçada como um isqueiro, e sua Armadura, a qual colocou por cima das roupas. A névoa não deixaria os mortais a perceberem, mas a manopla que ela formava na canhota de Tamino era algo místico de se ver.


Pegando uma mochila, colocou a caixa dentro dela, assim como algumas roupas, alimentos, dracmas e algumas ataduras, apesar de não saber muito bem como fazer um curativo se fosse necessário.


E, com tudo pronto, o filho de Hélio partiu.



– Viagem –



Como chegaria à Grécia? Usar seus poderes estava fora de cogitação, a distância era demais pra isso. Ir por terra era impossível, afinal, iria para a Europa diretamente da América do Norte. Sobravam duas opções: barco ou avião.


Tinha algum dinheiro de mortais guardado, então poderia escolher entre essas opções livremente, mas a pergunta principal era: é mais fácil convencer um capitão de barco ou uma companhia aérea a deixar um menor de idade embarcar?


Depois de muito ponderar sobre a situação, fez seu caminho até a saída do acampamento, se despedindo de algumas pessoas antes disso. Prometeu à Leo que voltaria em segurança, apesar de não ter certeza se conseguiria cumprir tal acordo.


Assim que começou a descer a colina, sentiu um calafrio percorrer sua espinha. Era a primeira vez que saía do acampamento desde que voltou e parecia que havia se esquecido da sensação de isolamento que sentia no mundo exterior.


Após conseguir embarcar em um ônibus, o Tamino se dirigiu até o porto. Apesar de não ser o maior fã de barcos, achou que seria mais simples conseguir uma viagem num cargueiro do que entrar em um avião sendo menor de idade.


Começou a conversar com algumas pessoas, entre marinheiros, capitães e passageiros de embarcações mais luxuosas. Precisava de todas as informações que podia conseguir. Uma mulher, vestida como uma madame saída diretamente de um filme de época, indicou que iria viajar até a França, mas não deu indicações sobre qual das embarcações usaria.


Um homem forte e alto, com pele bronzeada e um macacão desbotado, falou que o barco onde trabalhava estava indo até a Espanha, levando carros para exportação. Essa seria a melhor chance de Tamino, sem dúvidas.


Seguiu falando com mais algumas pessoas, mantendo uma rota meio conturbada até o cargueiro indicado. Sua ideia era se teleportar para o navio sem ninguém perceber e passar a viagem como clandestino. Sabia que o tempo de viagem seria de por volta de uma semana. Assim, antes de embarcar, precisaria conseguir água e comida também.


Marcando a posição de sua embarcação na memória, Tamino caminhou até algumas vendas diferentes, comprando alimentos não perecíveis, como cereais e grãos, além de bastante água. Pegou algumas frutas para consumo mais breve também, para não enjoar do gosto do resto dos alimentos.


Quando voltou, já estava quase na hora de partir. Se concentrando, um feixe de luz o tomou, em um local vagamente fora do campo de visão de observadores aleatórios. Logo, estava atrás de um container e, assim, começou a se esgueirar pela embarcação, procurando um lugar mais recluso para se acomodar.


Encontrou um espaço quase impossível de se perceber, entre dois containeres colocados acidentalmente longe demais um do outro, perto da borda do navio. Era perfeito.


Agora, a parte mais tranquila da jornada começava, cujo único problema seria se manter oculto pela duração da travessia.



– 7 dias de viagem de barco –

– Desembarque em Valência –



Tamino estava cansado. Noites mal dormidas e uma alimentação consistente apenas de comidas secas e água não era exatamente o que se chamaria de "saudável". Assim que percebeu a chegada no porto, o garoto pegou suas coisas e saltou. Era uma queda alta, mas, manipulando sua própria gravidade com os poderes, ele caiu no cais sem problema algum.


Em uma correria, fugiu antes que alguém percebesse de onde ele havia vindo. Seu próximo passo seria encontrar um trem. Sabia a rota que precisaria pegar, então, usando o dinheiro que tinha consigo, trocou alguns Euros e, se fazendo de vítima, conseguiu convencer uma senhora a lhe deixar usar o banheiro de sua casa para um banho. Convencer as pessoas era parte de seu trabalho como jornalista, afinal.


Agora limpo, Tamino caminhou até a estação de Valência, pegando um trem para Barcelona. Felizmente, diferente da viagem de barco, não precisou de tramóias ou planos elaborados. Comprar uma passagem era fácil naquela situação.


Desembarcando em Barcelona, sabia que precisaria pegar dois ônibus. O primeiro, até Sófia, na Bulgária e o segundo até Tessalônica, na Grécia. E assim o fez.



– 1 dia de viagem de ônibus/trem –

– Desembarque em Tessalônica –



Finalmente, Grécia. Sentia seu objetivo cada vez mais perto. Seu último embarque seria uma viagem rápida até Atenas, de trem, e finalmente poderia entregar aquela caixa.


Após descer da locomotiva, Tamino observou a beleza da capital grega. Era como visitar a casa de seus avós pela primeira vez. Um sorriso apareceu no rosto do pequeno sol, que caminhou até o templo onde seu objetivo seria concluído.


Estava surpreso. Mais de uma semana sem sinais de monstros ou qualquer situação ruim. Parecia que a sorte estava do seu lado.


Para pessoas comuns, o templo parecia uma ruína, completamente abandonado e sem vida. Entretanto, para aqueles capazes de ver por trás das cortinas que ocultavam o divino do mundano, o templo era incrível. Subindo as escadas, Tamino desapareceu para o mundo exterior, se encontrando em um interior enorme, branco como o mais puro mármore, com pilares e decorações final, que retratavam diversos mitos da Deusa da Caça.


— Lady Ártemis, deusa da caça, da vida selvagem e da lua…


Tamino caminhou, encontrando um altar vazio, onde sabia o que precisava fazer. Tirou a caixa de sua mochila e a posicionou na elevação de mármore, começando a fazer uma prece.


— Vós, que guias tuas caçadoras para o triunfo, aceita pois essa oferenda, uma devolução entregue por esse humilde servo…


Antes que pudesse continuar, Tamino ouviu algo estranho. Apenas de não conseguir escutar passos, ouviu vozes se aproximando. Eram agudas e a letter "S" era puxada, como um sibilo de cobra.


"Finalmente! Ssssabe quanto tempo essssperamosss por um presa tão fácil?"


Ao se virar, o filho de Hélio viu duas criaturas. Corpo de mulher e duas caudas de serpente no lugar das pernas. Usavam uma armadura de bronze na parte superior do corpo e carregavam consigo escudos e boleadeiras.


— Peço-lhe um momento, deusa Ártemis, para que eu me desfaça das criaturas que invadem vosso templo.


Tirando seu isqueiro do bolso, Tamino invocou uma espada flamejante, se preparando para o combate.


"O sssssemideussss quer brincar!"


Uma das Dracaenae jogou sua arma, tentando acertar as pernas do garoto. Ele suspirou e, usando sua espada, queimou a corda que iria prendê-lo, encarando os monstros com desdém.


— Eu tô um pouco ocupado agora, sabem? Se querem participar de uma entrevista, vou pedir que esperem até a próxima vida de vocês.


Usando a mão onde sua manopla estava, Tamino gerou um feixe de luz forte, cegando brevemente os monstros, o suficiente para ter uma abertura e se aproximar rapidamente.


Entretanto, seu ataque seguinte foi bloqueado pelo escudo de uma das criaturas e, enquanto estava ocupado com essa, a outra o derrubou com uma cauda.


"Ssssssem graça… É ssssó issssso que têm?"


— Desgraçadas…


Se levantou como podia e começou a correr até a porta. Os monstros o perseguiram, assim como esperava. No momento em que seu pé tocou um feixe de luz solar, Tamino sorriu.


— Vamos ver como vocês lidam com um pouco de calor!


Seu corpo foi tomado por chamas solares, que formaram um manto belíssimo, que trepidava enquanto o garoto se movia.


Usando suas novas chamas, bolas de fogo foram jogadas na direção das criaturas que, apesar de bloquearem, agora estavam preocupadas com mais uma coisa.


Tamino acelerou, atingindo uma velocidade sobre humana e, rapidamente, usou sua espada para decapitar uma das criaturas, que também conseguiu colocar suas garras no peito do garoto. O sangue escorria, mas não podia se dar o luxo de parar.


A outra Dracaenae jogou sua boleadeira, que se prendeu nos pés do garoto, mas foi queimada pelas chamas de seu manto. Entretanto, foi o suficiente para o fazer cair no chão, desequilibrado.


"Morra, sssssemideussss!"


As garras do monstro começaram a dilacerar as costas de Tamino, com cortes cada vez mais profundos. O monstro se queimava enquanto o fazia, mas seu objetivo parecia ser levar o semideus junto consigo.


— AAAH! CHEGA!


Apertando seu punho na manopla, uma campo luminoso se criou, afastando a criatura e criando uma pequena área segura para Tamino recuperar o fôlego.


— Merda… Que dor do caralho…


Mal conseguiu se colocar de pé. As mãos da criatura estavam queimadas e, por isso, não conseguia pegar o escudo corretamente. Entretanto, Tamino sabia que não podia se mover demais, ou correria o risco de piorar seus ferimentos e desmaiar de dor.


— Eu só queria acabar essa missão e voltar pra casa… que saco.


O garoto largou sua espada, encarando a criatura que ainda não conseguia se aproximar. Em um movimento calmo, fingiu segurar um arco. Liz se formou em sua mão, adquirindo a forma de uma meia-lua e, na livre, uma flecha de luz apareceu.


O campo de força se desfez e, conforme a Dracaenae avançou, Tamino liberou a flecha, que perfurou o pescoço da criatura. Outra foi disparada, acertando a cabeça e finalmente matando aquela cobra metida a gente.


Exausto, ele se dirigiu até o altar, onde alguém o esperava, curiosamente.


Os cabelos negros contratavam com as paredes brancas do templo. Ela segurava um arco, o qual apontou prontamente para Tamino, que já havia guardado suas armas. O garoto apenas levantou as mãos, rendido e sem forças para mais uma luta. Os olhos azuis dela o fitaram, como se ele fosse uma presa fácil.


"Eu, Thalia Grace, tenente das Caçadoras de Ártemis, exijo que se apresente, ladrão!"


— Ladrão? Não… eu vim aqui devolver algo.


As palavras saiam com dificuldade. Tamino sentia que podia desmaiar a qualquer instante. Sua visão estava turva.


"Pois então devolva o que pegou, antes que eu resolva ser menos amigável."


— Está aí! Essa caixa!


"Como você pretende devolver algo que já está aqui? Está tentando me fazer de besta, garoto?"


Ela melhorou sua mira, claramente pronta para perfurar o crânio do garoto caso ele desse mais um passo errado.


— Eu…


Ele suspirou, se ajoelhando em respeito à tenente.


— Meu nome é Tamino Amir, filho de Hélio e enviado por Hermes para devolver a caixa que você vê sobre o altar. Entretanto, assim que a coloquei ali, fui atacado por uma dupla de Dracaenae, as quais acabei de derrotar. Se quiser, pode ir ver as marcas do combate mais à frente, mas, se quiser uma prova mais imediata…


Lentamente, tentando parecer o mais inofensivo possível, ele se virou, mostrando as costas dilaceradas para a mulher.


"Pelos Deuses… Como você ainda está de pé, se tem feridas tão profundas?"


— Eu… tenho uma missão a cumprir. Se quiser me interrogar depois, me levar como prisioneiro ou coisa do tipo, tudo bem. Eu só preciso fazer algo antes, por favor.


Apesar de ainda desconfiada, Thalia deixou o garoto prosseguir. Tamino caminhou lentamente para mais perto do altar e se ajoelhou, iniciando novamente sua prece.


— Lady Ártemis, deusa da caça, da vida selvagem e da lua, aqui me prostro novamente para finalmente concluir minha prece. Entrego-te a caixa que me foi confiada. Tenha certeza que fiz o meu melhor para que, qualquer que seja o conteúdo dentro dela, tudo se mantivesse no estado que me foi entregue. Caso seja de seu agrado, espero poder voltar para casa em segurança a partir de agora. Sua tenente se faz presente aqui para o caso de minha missão ou minha prece não lhe apetecerem, então entrego a ti meu breve destino, dependendo do resultado que convir.


Quando suas palavras cessaram, Tamino sentiu o peso de suas próprias palavras. Ou, talvez, fosse a dor do sangramento em suas costas.


Virou-se lentamente para a caçadora e, sorrindo, se desculpou:


— Sinto muito… acho que eu posso não ser de muito mais ajuda…


E desmaiou, sentindo a cabeça bater contra o chão de mármore antes de perder completamente os sentidos. Esperava que, apesar da intriga, Thalia pudesse oferecer alguma compaixão para com ele, ou morreria ali mesmo, sem muitas opções.




– Fim da Missão –


| Poderes utilizados |


Teleporte Luminoso

Corpo Celeste

Herança Luminosa

Star Fire

Pyrocinese

Fugacidade Estelar

Flechas de Luz

membros

  • Camp of Zeus
    Camp of Zeus
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