top of page

Missões

Público·1 membro

Missão 1 - titanomaquia

Missão evento TITANOMAQUIA


Missão 1


A missão irá consistir em ir ao tártaro e salvar a alma de Zayn Malik que está preso às correntes de Cronos.


1 - a missão começará com Hefesto chamando vocês em segredo para a casa grande durante a madrugada.


2 - Desesperado, ele explicará que Zayn não voltou após a morte pois sua alma está sendo usada para gerar um novo corpo para cronos. os deuses não podem pisar lá e por isso escalaram vocês para a missão, é segredo de estado e vocês deverão sair de imediato.


3 - para não levantar suspeitas, vocês terão que ir até a placa de Hollywood. Passem por três cidades, na primeira delas, enfrentarão quatro hidras NÃO FAÇAM LUTA FÁCIL. Na segunda cidade enfrentarão oito quimeras, duas para cada. Na terceira enfrentarão cada um uma esfinge, precisarão de enigmas, contatem a base quando chegar nessa parte.


18 visualizações

Livre, mergulhou, o raio negro brilhando com potência crua. A quimera cuspiu chamas, mas Scar atravessou e cravou o raio no coração do monstro. Uma explosão de fogo irrompeu, consumindo a quimera em chamas que subiram ao céu. O monstro desabou, reduzido a cinzas, o rugido final ecoando na rodovia destruída.


Sangue e suor escorriam pelo rosto, o raio negro quente na mão ela se levantou com os olhos fixos na vitrine de uma loja a rua agora estava vazia.


— Gente como uma gostosa dessa entra em depressão? Olha esse tanquinho, impossível.


Um grito feminino rasgou o momento e antes que pudesse a garota correu até o beco encontrando uma mulher encurralada, tudo bem que ela não via literalmente a quimera, mas ela poderia ser um pouco mais inteligente fugindo ou se escondendo na lixeira. Scar segurou o rabo puxando a cabeça de cobra pra fora aproveitando o descuido e quando a quimera virou ela desviou para se aproximar da moça e lhe apagar com um murro na boca.


— Humanos…— a boca de leão tentou morder, mas foi mais ágil desviando e revidando no soco. O monstro não gostou disso cuspindo-lhe ácido que por sorte pegou no escudo retrátil, a sorte lhe acabou quando veio para cima e lhe carregou contra os muros até acertar contra um contêiner. Grunhiu pronto para usar seus chifres e quando veio Scar se impulsionou segurando os chifres e com o raio na mão direita aproximou cada vez mais forçando a entrar lentamente na pupila até atravessar a cabeça, monstro se debateu tentando levantar, mas foi consumido pela chama virando pô. Sentiu a dor pelos golpes, mas nada que pudesse lhe parar, olhou o relógio e partiu para o cais correndo antes que ficasse, a última a chegar foi Kiernan a esse ponto só esperaram em um outro barco que dessa vez Lauren pegou emprestado.


Partiram então para a próxima cidade antes de chegar ao letreiro, Lauren dessa vez era quem estava cuidando da rota enquanto a prole de hefesto finalmente podia descansar sem remédios ou pesadelos, o mar estava calmo e isso ajudava lembrar de casa e do barco que tinha.


{…}


Pararam na frente do que deveria ser a entrada do Hades, mas ao invés de uma porta havia uma…esfinge.


-— tá de sacanagem comigo…porra E sacanagem… tão querendo me comer sem lubrificante nenhum, olha isso.


Exclamou irritada naquele momento se não fosse a urgência ela facilmente daria um tapa na esfinge, mesmo que não desse em nada era pelo simplório prazer de bater naquele bicho.


— fala logo o que você quer saber por Zelo.


A esfinge olhou ao redor e seus olhos brilharam.


“Quais são os três números, nenhum dos quais é zero, que dão o mesmo resultado, quer sejam somados ou multiplicados?”


As garotas me olharam esperando que eu resolvesse, seria uma perguntinha meio difícil se a porra do meu Qi não fosse gigante.


— um dois e três. somados dão seis, multiplicados dão seis.


Não faltava muito, a esfinge apesar de um monstro forte e meio aleatório na percepção da filha de hefesto foi fácil de derrotar afinal filhos de hefesto são inteligentes por natureza, a porta de entrada do Hades estava ali, deixou que todas entrassem e quando era pra ser a sua ela escutou a voz de Zelo lhe chamando. O deus estava encostado no letreiro agora mais sério que antes e um tanto preocupado como se guardasse um segredo de estado.


“Scar… A gente descobriu algo importante e como é da sua família você tem que ser informada.”


— A Deanna tá bem? — Questionou levemente preocupada e tudo que Zelo fez foi se aproximar colocando a mão no ombro dela.


“ Morticia está Grávida “ ele soltou rapidamente, e se sua mão não estivesse pressionando o ombro ela achava que iria desmoronar, não de tristeza, mas sim de euforia. Ver o Zayn se tornando pai era um de seus maiores sonhos, ela sabia que ele seria um ótimo pai, ele era incrível em tudo que fazia, mas isso significava mais uma tecla de que precisava se adiantar e trazer ele de volta logo.


— Eu sou tia…CARALHO QUE FODA PORRA….tia….— murmurou ao final o sorriso rasgava os lábios de Scar pela primeira vez, mas Zelo não se afastou diferente ele colocou a outra mão sobre o ombro dela.


“ Scar…. Emeraude também está grávida..bom, pelo menos por enquanto…”


As coisas ficaram meio, um baque desses ninguém estava preparado e claro que ela estava quase literalmente explodindo de felicidade, era seu sonho realizado com a mulher que amava, a mulher que mais amou na vida, mas o que lhe preocupou foi o final ela não estava lá para proteger e cuidar a filha de Thanatos.


— Por enquanto, porque? — questionou encarando a íris do Deus e a tensão voltou.


“ Nao sei se ela vai te contar, mas se acontecer é um direito seu como outra parte saber…Emeraude está pensando em abortar”


A boca de Scar se abriu, mas as palavras morreram na garganta. O choque foi um soco no estômago, seguido por outro, mais forte. Lágrimas quentes escorreram por suas bochechas, traçando caminhos lentos pela pele marcada pela luta. A culpa a esmagava era por sua ausência, por seus erros, por não ser suficiente. Sua mão tremia, apertando o tecido da camisa com força, as unhas cravando na palma até doer.


— Quanto tempo eu tenho? — suas mãos apertaram o tecido da camisa com força, era um misto de desespero interno.


“ Duas semanas no máximo” ele foi direto encarando de volta a garota segundos antes de sumir novamente. Suas pernas se moviam pesadas pela atual informação, ela não podia parar, Zayn precisava ver os filhos dele nascer e ela precisava estar ao lado da mulher que amo independente da escolha que fizesse.


Quando entraram as garotas ainda estavam conversando com a caveira do barco, principalmente Ella já que o submundo era o domínio dela, mas nada parecia lhe convencer. Scar tirou um punhado de dracmas e colocou na mão dele sem mais nem menos.


— Hades sabe da nossa presença, então faça o favor.


Ela não esperou ele dizer nada apenas subiu no barco o que fez as outras subirem também, carionte não disse nada apenas subiu a bordo e começou a remar.


Era uma decisão meio dolorosa de se pensar que apoiaria a mulher que ama a tirar os filhos se essa fosse a escolha dela, Scar respeitaria a escolha por ser o corpo dela, mas não era como se isso não doesse inteiramente em si, ela estava contra o tempo rezando para que pudesse chegar a tempo de pelo menos estar ao lado dela em qualquer decisão. Os olhos caídos ao anel que usava com a alma dela, a morte de Zayn não foi um período fácil e acreditava que ela entendia o lado da fase do luto e da dor, a questão era a ausência, não estava ao lado dela e isso abalava qualquer um. Talvez pensasse que não estava pronta ou que a outra parte não estivesse pronta, mas foram dias e noites naquele terreno sem dormir, quase sem comer ou descansar para que pudesse ter algo no fim ao lado dela, somente com ela e isso dizia mais que qualquer coisa.


O Submundo cheirava a pedra úmida e desespero, uma sensação que mordia os ossos e um silêncio que pesava como ferro. Carionte remou o caminho a levou a uma vasta caverna, onde os cinco rios do Submundo ficavam, cada um lago ou corrente que cortava a escuridão com sua própria maldição.



Estige, o primeiro, era uma extensão de água negra, tão lisa que refletia o teto irregular da caverna como um espelho quebrado. O líquido parecia petróleo, viscoso, com ondulações lentas que não obedeciam ao vento. Um cheiro metálico, de sangue antigo, subia da superfície, Diziam que o Estige era o rio do ódio, suas águas capazes de tornar invulnerável ou dissolver a carne. Ela fixou -se na margem, o reflexo de seu rosto marcado por cicatrizes distorcendo-se como se a água zombasse dela. O Estige parecia sussurrar promessas de vingança, mas ela manteve os olhos fixos na margem oposta, ignorando o frio que tentava se infiltrar.



O Aqueronte veio em seguida, um lago largo e lamacento, suas águas marrons agitadas por correntes invisíveis. Era o rio da dor, onde as almas dos não sepultados se debatiam, suas vozes ecoando em gemidos que cortavam o ar. A superfície borbulhava, mãos esqueléticas emergindo para agarrar o vazio, os rostos deformados pela angústia visíveis sob a água turva. O fedor era de podridão, como carne deixada ao sol, e Scar sentiu o estômago revirar.


Apesar de tudo ela ignorava o ao redor, sua cabeça meio nublada lhe jogava memórias de um passado em que primeiramente interagiu com a filha de Thanatos.


Flashback ON 💭


Encarando do outro lado do salão a figura que atraía seus olhos, a mulher era bonita…bem isso era pouco, os olhos sérios mortíferos como se fosse morder e arrancar uma parte de você se chegar perto o que não dava para duvidar que talvez fizesse. Os olhos bem chamativos como se pudesse engolir seu ser inteiro, aquela mulher lhe atraia de forma tão natural que chegava a ser diferente para a filha de hefesto e quando finalmente tentou se aproximar apenas escutou de sua voz, doce como um veneno mortal lhe acertar em cheio.


“ O que foi?” Seria como sempre e ali a filha de hefesto desconheceu a si própria quando seus lábios nervosos responderam desinteressados.


— Nada não — respondeu no mesmo tom, as cenas seguintes do beijo entre ela e a prole do caos lhe reviraram o estômago lhe causando uma pontinha de irritação, ela se perguntava porque aquilo, ela nem conhecia a mulher direito, mas talvez seu coração sim.


Scar saiu daquela festa carregando três garrafas de Don Júlio era tequila, iria se divertir sozinha que era melhor colírio aos olhos vendo aquela mulher devorar a filha do caos. A verdade é que Scar estava mordendo de inveja, mas ela não admitiria isso nem em seu leito de morte porque para si não tinha como ter inveja de outras pessoas.



O celular vibrou na cômoda alada lhe acordando do que deveria ser um cochilo o nome do contato brilhou “ Pequena minha morte” Scar e Emeraude começaram a conversar bastante, mas em nenhum momento Scar investiu de fato em flerte assertivo, pela primeira vez ela sentiu a necessidade de querer mais de alguém mesmo não sabendo o que era isso.


“Preciso dos seus serviços, consegue vir?”


Ela sorriu pegando o celular e desbloqueando logo em seguida para responder.


“ Logo mais a noite estou ai”


Foi instintivo sorrir e mesmo que Scar fosse Scar ela não havia pensado besteira, na verdade foi a primeira vez que havia sido chamada para um serviço em que no momento tudo que lhe importava era a companhia da filha da morte.


Quando a noite caiu Scar estava lá no horário combinado com o pequeno carrinho de ferramentas para fazer o serviço, o nervosismo presente enquanto esperava a mulher abrir a porta e quando o fez ela sentiu os muros rachando internamente como uma fresta, quando começou o serviço no porão ela percebeu o clima diferente no ar como se tensão fosse visível a ponto de palpável.


“ Eme, me prende aqui para eu testar se ficou bem preso” talvez fosse coisa da minha cabeça ver suas pupilas dilatarem por esse pedido, mas ainda sim ela fez, aquele ponto só de regata branca eu forcei com toda a força que eu tinha, era como se isso despertasse algo nela e sua aproximação foi inevitável.


Num piscar de olhos eu estava sentada em uma cadeira velha com a filha de Thanatos em cima de mim, em um tomar de lábios intenso.


O que aconteceu naquele momento foi a exposição de desejo puro jogado sobre uma mesa, sua boca traçava a minha dançando com sua língua em uma maestria e o espaço divino que havia me dado, minha boca trilhava sua pele em deleite tomando a boca o que lhe puxava a vida estremecendo como se precisasse urgentemente ter mais daquela mulher como se muito o pouco e ainda sim quisesse mais.


“Scar…para” seu pedido sufocado lhe trouxe de volta para realidade e procurou o erro.


∆ | Diálogo bloqueado para terceiros | ∆


Acabei com minha testa contra a dela suspirando pesadamente.


“ Eu vou te mostrar que sou eu, eu vou esperar você por quanto tempo eu precise esperar. Mesmo que isso seja por 5000 anos.”



“Scar você tem certeza que quer fazer isso? Sabe que pode morrer né”


Aquele ponto ela estava reclinada em uma maca estéril levemente sedada o suficiente para se mover e estar acordada, arrancar o próprio coração era…. Loucura, sim, mas amar não era metade disso?


— Você sabe que se você não fizer agora eu vou fazer sozinha de qualquer forma né? — a filha de Asclepio suspirou convencida, o primeiro corte com o bisturi foi suave para o que viria a seguir, era uma dor alucinante que queimava, em uma medida desesperadora de querer escapar, mas ela já havia pensando nisso estava bem presa aquela maca, os dentes morderam o pano na boca.


Foram longas duas horas até de certa forma turva assistiu a filha de Asclepio colocar na caixa transparente e ligar ao sistema que a própria filha de Scar havia feito para o manter saudável e vivo. A próxima parte era ainda pior, a filha de Asclepio era médica, uma ótima médica e cirurgiã, mas não era mecânica.


Com as ferramentas e peças sendo entregue a filha de hefesto ela mesmo aos poucos instalou em si o receptor, a base da onde a energia do reator seria puxada e onde ele ficaria. Já muito fraca só faltando colocar o reator ela tentou pegar o dispositivo, mas sua mão mole falhou e deixou ele cair.


Os olhos pesaram e em um sopro seu corpo desligou ficando mole na maca, em um ato desesperado a filha de Asclepio correu para pegar do chão o reator e o acoplou no peito da prole de hefesto. Cinco minutos foram o suficiente para que de solavanco a garota voltasse a respirar e abrisse os olhos, ela olhou em volta um tanto zonza e perdida.


“ Oh céus deu certo” a prole de Asclepio suspirou aliviada e Scar riu um pouco parando em seguida pela dor.


— Agora é entregar para Thanatos.



….


“Eu sumo por alguns dias e você arranca o coração do peito por uma garota?” A voz de Zayn saida pela cozinha, quando se tinha um gêmeo era meio impossível que se escondesse qualquer coisa, bem ele era metade de mim, a parte mais importante do meu mundo então foi inevitável mostrar para ele e detalhar meu entusiasmo.


— Não é uma garota, é A garota…tipo assim eu já prevejo a gente tendo filhos… isso me lembra que como gêmeos a gente teoricamente tem que engravidar juntos, de preferência eu primeiro e depois você…seguir a ordem dos fatores eu sendo a mais velha e meus filhos também oras. — ela sorriu brincalhona saindo da cozinha com um pote de sorte.


“ Você só é três minutos mais velha, você age como se fosse três anos!!” Ele reclamou


— Três minutos, três anos, quem está contando? Eu continuo sendo a mais velha. Zayn eu tô de quatro para essa mulher, que os Deuses queiram que seja literalmente também. — ela gargalhou se jogando no sofá recebendo um olhar reprovador do irmão e dando espaço para ele, ao qual deitou a cabeça no ombro dele.


— Eu vou construir uma casa para nós quando chegarmos em Akramos… ah e você vai ter um quarto lá para quando for nos visitar, isso se eu não socar você lá para morar com a gente…. melhor não se eu trouxer você eu trago sua namorada… nos cinco minutos dela na minha casa eu já vou me estressar e expulsar ela a chutes e pauladas.


“ Não é pra tanto Scar.” Ele murmurou.


— Isso se Emeraude não fizer, viu.


FLASHBACK OFF 💭


><


O Lete era diferente, um lago de águas cristalinas, tão claras que revelavam o fundo de rochas lisas, brilhando com um leve tom prateado. O rio do esquecimento exalava um perfume doce, quase sedutor, que embotava a mente. A superfície era calma, mas pequenas bolhas subiam, cada uma carregando memórias roubadas que flutuavam como imagens desfocadas, rostos, risadas e dores.


O Flegetonte era um pesadelo de fogo líquido, um rio de lava ardente que cortava a caverna com um brilho vermelho-sangue. O rio do fogo crepitava, jatos de chamas explodindo da superfície, o calor tão intenso que o ar tremulava. O cheiro de enxofre sufocava, Gotas de lava respingavam na margem, derretendo a pedra, e o rugido do Flegetonte era como um monstro vivo.


O Cócito, o último, era um lago congelado, suas águas escuras presas em camadas de gelo translúcido. O rio do lamento gemia, vozes de almas condenadas ecoando de dentro do gelo, cada grito uma facada no peito. O ar era tão frio que cada respiração cortava a garganta, e a superfície do Cócito refletia sombras torturadas, rostos contorcidos presos sob o gelo. Scar sentiu os dedos enrijecerem, o sangue gelando nas veias. os lamentos cresciam, como se as almas a chamassem para se juntar a elas. O frio era mais que físico era um vazio que sugava a vontade de qualquer um de seguir.


Carionte parou em uma pequena parte para que pudéssemos descer e seguir ao tártaro, ele voltaria de tempo em tempos para que pudéssemos sair, era apenas uma descida longa à escuridão, elas desceram com cuidado uma próxima a outra para não se perder foram alguns minutos razoáveis até que pararam na frente da grande porta do tártaro.


A grande questão foi como entrar se nenhuma das estava…morta. Scar ficou de fora da conversa enquanto as três tentava decidir como entrar, já tinha parado de ouvir a dez minutos atrás perdida em memórias.

Missão 2 - caça ao assassino (Ellie, Morticia, Deanna)

Missão 2 -


Caça ao assassino


Para os que não sabem, este é Luke Castellan, uma versão nova do filho de Hermes e que está disposto a trazer cronos de volta.


1 - vocês serão convocados para uma missão de vingança passada por nêmesis.

2 - a deusa falará na casa grande sobre a necessidade de capturar o garoto vivo

3 - vocês ainda não sabem sobre a morte de Zayn


28 visualizações
Alê Roos
Alê Roos
Apr 21, 2025

{Nova York}

Ellie passou pelo crupiê e deu um tapa no ombro dele.


— Obrigada pela partida. Mas da próxima vez, eu venho cobrar. E trago o caos comigo.

As três entraram no carro.


Destino decidido. Nova York as esperava.

Após a tensa fuga do cassino, Morticia, Ellie e Deanna chegaram finalmente a Nova York, ainda com o sabor da adrenalina no ar. As ruas da cidade estavam iluminadas pelas luzes vibrantes dos arranha-céus, mas nenhuma delas conseguia ignorar a sensação crescente de que estavam sendo observadas. O peso da missão parecia aumentar a cada passo.


Ellie, sempre a estrategista, andava à frente, como se estivesse em busca de algo que ainda não havia encontrado, enquanto Deanna, mais reservada, mantinha um olhar atento para cada movimento nas sombras. Morticia, por sua vez, estava distante. Seus olhos, normalmente cheios de astúcia, agora pareciam carregar o reflexo de um luto mal resolvido. Estava ali, com as amigas ao lado, mas sua alma parecia ainda vagar em busca de respostas — ou talvez de vingança.


As luzes de Nova York piscavam de maneira quase cínica enquanto o táxi as deixava diante do prédio abandonado onde a aura de Luke havia sido sentida. Era como se a cidade, sempre viva, estivesse zombando da dor que Morticia e Deanna carregava. Ellie apertou a mão da amiga com força, e Deanna mantinha o olhar firme, embora sua expressão estivesse carregada de tensão.


Subiram os andares em silêncio, os passos ecoando nos corredores vazios, cada um mais próximo de algo que não sabiam se queriam realmente enfrentar. E ali estava ele. Luke. Encostado contra a parede quebrada de um antigo salão, o cabelo loiro sujo caindo sobre os olhos, o sorriso calmo demais para alguém que havia quebrado tantas vidas.


— Vocês demoraram.. — ele disse, como se estivessem apenas reencontrando velhos amigos.


Ellie rangeu os dentes, mas se manteve firme ao lado de Morticia. Deanna se moveu ligeiramente para o lado, preparando-se para qualquer coisa.


— Você vai pagar pelo que fez! — Morticia disse, a voz falhando no começo, mas se tornando firme no final.


Luke sorriu. 


— É mesmo? E o que eu fiz, exatamente, Morticia? O mundo precisa de equilíbrio. Cronos vai trazer isso. E o Zayn… bem, ele teve um papel essencial nisso.


— Não ouse dizer o nome dele. — Ela avançou um passo, o rosto em fogo. 


Luke deu uma leve risada, o som saindo como se estivesse se divertindo com algo que já sabia há muito tempo. Ele olhou para Morticia, seu olhar frio e sem remorso.


— Você realmente quer saber? Porque, acredite, eu posso te contar cada detalhe... — Ele fez uma pausa, como se estivesse se preparando para algo dramático. — Zayn foi necessário. Eu o matei, Morticia. Eu matei Zayn para que Cronos pudesse retornar. A alma dele foi a última peça que eu precisava para completar meu plano. E eu… eu me diverti um pouco também.


Morticia sentiu o coração apertar, mas Luke não parecia perceber a dor que suas palavras causavam. Ele se aproximou dela, sem pressa, como se estivesse explicando uma receita simples.


— Ele não teve nem chance de reagir, sabe? — Luke continuou, com um tom quase nostálgico. — Eu o esperei virar as costas. Ele estava distraído… procurando por você, aliás. Achei poético. Eu me aproximei com cuidado, e antes que ele sequer pudesse sentir minha presença, cravei a lâmina nas costas dele. Uma adaga envenenada — presente de um velho aliado, aliás. Silenciosa, rápida, eficaz. O veneno o paralisou primeiro. Ele tentou gritar, mas tudo o que saiu foi um suspiro. Olhos arregalados, um último olhar de confusão. Talvez até arrependimento. E então… nada.


Ele sorriu, com uma tranquilidade sádica.

 

 — A alma dele foi fácil de capturar. Estava presa ao corpo ainda quando eu a puxei. Parecia… leve. Como se ele já soubesse que não pertencia mais a esse mundo.


— Eu não queria fazer isso, mas foi o que teve que ser. Você vai entender, mais tarde. Quando tudo isso estiver no lugar certo, você vai ver que eu só fiz o que era necessário.


Morticia tremia. Os olhos marejados se encontraram com os de Luke, que apenas observava. Ellie já havia sacado a adaga. Deanna avançava devagar, os olhos congelados numa expressão que nem ela mesma sabia nomear.


— Você é um monstro — Morticia sussurrou.


— Sou um visionário — Ele corrigiu.  — Você só ainda não entendeu.


— Eu vou fazer desejar estar morto — Deanna explodiu em um grito, que estava preso.

 

O chão tremeu levemente, um aviso claro de que algo mais estava por vir. Deanna lançou a adaga. Ellie tentou cercá-lo com sombras. Morticia, impulsiva, correu com o punhal que Zayn havia deixado com ela meses antes.


Mas Luke foi rápido demais.


Um portal se abriu atrás dele. Ele deu um passo para trás, escapando no último segundo.


— Nos vemos em breve, Morticia e irmãzinha do Z!— ele disse, antes de desaparecer.

O silêncio que se seguiu foi ensurdecedor.


Ela caiu de joelhos, as lágrimas finalmente escapando. Ellie se ajoelhou ao seu lado, puxando-a para um abraço apertado.


Deanna permaneceu em pé por mais tempo, os olhos fixos no local onde Luke havia desaparecido. O corpo ainda rígido, a mandíbula travada. Ela queria gritar, queria quebrar algo, mas nada saía. O luto dela era diferente. Silencioso, esmagador. O irmão havia sido tirado dela.


Ela se virou, com os olhos brilhando, não pelas lágrimas, mas pela raiva contida. As sombras em torno dela tremulavam com força, como se sentissem o que estava por vir. Mas ela não disse nada. Apenas se aproximou de Morticia, e colocou a mão sobre o ombro dela — firme, quente, como um elo silencioso entre duas almas despedaçadas pelo mesmo nome.


Ellie foi a primeira a quebrar o silêncio 


— Nós precisamos encontrar uma maneira de pará-lo. Ele ainda tem Zayn, meninas. E ele está mais perto de Cronos do que jamais imaginamos.


 Elas não respondeu de imediato. sentiam que as palavras de Luke ainda estavam reverberando em sua mente, como se ela estivesse presa a algo que não podia escapar.


— Eu não vou deixar ele ganhar — Disse deanna finalmente, a voz firme, embora trêmula de emoção. — Nós vamos encontrá-lo. E vamos trazê-lo de volta.


{Caça e Caçadoras}


Após a fuga do prédio, Nova York parecia ainda mais sufocante. As luzes, antes vibrantes, agora piscavam como olhos atentos, seguindo cada movimento delas. O mundo mortal seguia seu curso, mas para Morticia, Ellie e Deanna, a realidade havia se quebrado.


O que restava era dor. Raiva. E algo novo… queimando sob a pele.


A dor ainda era recente — o peso da revelação de Luke, da morte de Zayn, da alma aprisionada — tudo pulsava como uma ferida exposta. Mas o luto não teve tempo para existir.


Porque eles estavam sendo caçadas.


No momento em que deixaram o prédio, centauros surgiram das sombras, suas patas retumbando no asfalto, os cascos cravando as ruas como garras no coração da cidade. Eram grotescos, deformados por magia negra, diferentes dos centauros do Acampamento. Olhos injetados, pelagem escura e dentes afiados. Eles não estavam ali para conversar.


— Corram! — Ellie gritou, puxando Morticia pelo braço enquanto o cão infernal surgia ao seu lado, emergindo do plano espiritual com um rosnado seco.


Deanna ficou para trás por um segundo — e quando um dos centauros a alcançou, ela explodiu em calor. O inimigo recuou, relinchando em dor, a pele estalando ao se aproximar dela.


Foi só então que os monstros surgiram.


Um estalo no ar. Outro no chão. A cidade se distorceu e de cada esquina, criaturas antigas emergiram, invocadas pelas trevas que Luke deixara para trás.

Morticia foi cercada por três Empousai, seus olhos vermelhos e garras prontas para rasgar. A eletricidade sombria de seus dedos começou a chiar. Uma delas avançou — rápido demais — mas Morticia virou em pétalas num piscar de olhos, surgindo atrás da criatura e cravando sua mão no peito dela.


O toque sugou a energia vital como uma flor que se alimenta da morte. Os olhos da Empousa se apagaram. 


— Querem brincar com a dor? — ela sussurrou. - Vieram na direção certa.


As outras duas vieram juntas. Morticia girou no ar, faíscas negras cruzando o espaço entre elas como chicotes. Cada movimento era raiva em forma de dança. O perfume de beladona, agora mais doce, fazia as criaturas hesitarem, hipnotizadas — tempo suficiente para serem destruídas.


Ellie enfrentava uma Hidra de duas cabeças, deformada por necromancia. Com um gesto, seu cão infernal avançou na frente, cercando o inimigo com labaredas negras, enquanto ela manipulava o sangue da criatura com precisão.

O sangue do monstro começou a sair por onde não devia — olhos, boca, veias arrebentando. Ellie não piscava. 


— Seu sangue é meu agora! — Murmurou, erguendo a mão como se tivesse cordas invisíveis conectadas ao corpo do bicho.


A segunda criatura, um Górgona sem olhos, veio por trás — mas o cão a mordeu no plano espiritual, forçando-a a recuar como se levasse golpes invisíveis.


A terceira, um Espectro da Noite, tentou atravessá-la em sombra, mas Ellie sorriu com frieza, puxando o sangue do próprio braço e criando uma adaga líquida, que endureceu ao contato com o ar.


Você não é o único que sabe o que é sacrifício - disse ela, antes de arremessar a lâmina diretamente no peito da criatura.


Deanna encarava três Minotauros, cada um com mais de dois metros de altura. Eles rugiram em uníssono, correndo na direção dela — mas o chão ao redor já começava a derreter.


Ela ergueu voo sem esforço, o corpo irradiando calor como um sol em miniatura. De cima, desceu com um soco tão quente que o primeiro minotauro virou cinzas.

O segundo a agarrou no ar — erro fatal. Sua pele estava como lava. O monstro gritou, desesperado, até cair de joelhos e se desfazer.

O terceiro hesitou. Deanna pousou diante dele, os pés queimando o concreto. Olhou nos olhos da criatura e, com voz calma, disse:


—Por você… Zayn. - Ela abriu os braços e concentrou todo o calor em seu centro. O ar ao redor explodiu, e o minotauro foi consumido num raio de chamas brancas.

Quando o último monstro caiu, as três estavam cobertas de suor, sangue e lembranças.


Respiraram fundo. Os olhos se encontraram. Nenhuma palavra foi dita. Mas todas sabiam: a guerra tinha começado.


{Estátua da Liberdade – Coroa}


Os ventos cortavam o céu de Nova York como lâminas. Raios dançavam entre nuvens carregadas, girando ao redor da estátua. No topo, entre o aço e o símbolo de liberdade, Luke as esperava.


Ele estava diferente.


Mais alto, olhos dourados queimando com poder. As veias pulsavam luz negra. A presença de Cronos já envenenava sua alma.


— Vocês demoraram — disse ele, como se estivesse recebendo velhas amigas.

Ellie puxou a espada.


— Você nunca foi prioridade, Luke. Só uma pedra no caminho.


— Uma pedra que matou Zayn — rebateu ele, sorrindo torto. — Ele chorou, sabia? Tentou proteger vocês até o fim.


O silêncio que se seguiu foi devastador. Deanna cerrou os punhos, e fogo se espalhou pelas mãos. Morticia caiu de joelhos, um grito preso na garganta.


— Cala. A. Boca. — rosnou Ellie.


Luke estendeu os braços.


— Vamos lá, então. Mostrem que são mais do que palavras! Me dêem um pouco de diversão, já que com Zayn foi só palavras.


{A Batalha - Topo da Estátua da Liberdade – Coroa }


O aço do monumento vibrava com a energia que se acumulava ao redor. Raios de energia dourada e negra dançavam pelo ar como serpentes famintas, iluminando os olhos de Luke com o brilho do caos.


Ele abriu os braços, a túnica esvoaçando com o vento, os olhos ardendo.


— Vocês realmente acham que podem me parar? Eu vi o tempo, vi o fim, e não tem lugar pra vocês nele.


Ellie foi a primeira a avançar. Saltou entre as vigas, sombras envolvendo seu corpo, surgindo atrás dele com uma lâmina feita de puro ferro estígio. Luke girou o corpo, bloqueando com um escudo feito de tempo congelado — o impacto criou uma onda de choque que rachou o metal do chão.


— Você é rápida, filha de Hades... mas ainda vive presa à raiva — provocou ele.

Deanna veio logo depois, martelo em chamas girando no ar como um cometa. Ela gritou, cheia de fúria, e esmagou o chão onde Luke estava. Ele desapareceu um segundo antes, e o impacto fez toda a estrutura da coroa tremer.

Deanna cambaleou, os olhos brilhando.


— Fala do Zayn de novo e eu te enterro no fundo da terra com minhas próprias mãos!


Luke reapareceu no ar, flutuando e sorrindo. Um chicote de energia temporal se formou em sua mão, e ele lançou contra Morticia. Ela ergueu uma parede de trepadeiras sombrias, mas o golpe passou por elas, atingindo seu ombro. Ela gritou, caída, o braço queimando com energia dourada que pulsava sob a pele.


— Sua dor é bonita, sabia? Zayn teria chorado ao te ver assim — sussurrou Luke, cruel.

Ellie teleportou-se de novo, surgindo acima dele, cravando a espada no ombro de Luke. Ele urrou, mas contra-atacou com um golpe de cotovelo que a lançou contra a estátua. O metal cedeu e ela ficou presa numa viga, arfando.


Deanna, com o olhar vazio de dor, girou o martelo pela última vez.


— Zayn acreditava em mim. E eu falhei com ele.


Ela correu e, com um grito brutal, jogou o martelo com toda sua força. Luke tentou desviar, mas Morticia, cambaleando, ergueu as raízes do chão e segurou seu pé no último segundo. O martelo atingiu Luke em cheio no peito. Ele caiu de joelhos.

O tempo ao redor desacelerou.


Luke tossia, cuspindo sangue. Ele tentou falar — talvez mais uma provocação, talvez arrependimento.


Mas uma lâmina atravessou seu coração pelas costas.


Silêncio.


O corpo de Luke caiu no chão metálico da coroa, olhos vazios, expressão chocada.

Morticia e Deanna estavam paradas. Uma delas havia matado ele. Só Ellie, ofegante, sabia qual. Ela observou o corpo com olhos de abismo.


E então, a alma dele começou a sair, retorcida, contaminada pelo poder de Cronos. Era um espectro escuro, sussurrando ameaças, tentando escapar.


Ellie se aproximou devagar, espada em mãos.


— Chega.


Ela canalizou toda sua dor, sua raiva, sua lealdade — e atravessou a alma de Luke com sua lâmina negra. Um grito horrível ecoou, reverberando no plano espiritual. A alma foi despedaçada, se tornando pó.

Nada mais restaria dele.


As três ficaram em silêncio. Nenhuma falou sobre quem deu o golpe final. Nenhuma perguntou.


O céu de Nova York começou a clarear, como se a cidade respirasse aliviada.

A batalha havia terminado. Mas o luto... ainda pulsava dentro delas.


{Retorno ao Acampamento Meio-Sangue – Crepúsculo}


O sol se punha atrás das colinas quando o táxi mágico, coberto de poeira, marcas de batalha e sangue seco, parou diante do pinheiro de Thalia. Três figuras desceram em silêncio, cada passo carregado de lembranças, perdas e decisões irreversíveis.

O acampamento estava mais quieto do que o normal. Sem treinamentos, sem barulho de risadas ou espadas. Muitos ainda se recuperavam da última invasão dos romanos. Outros apenas observavam à distância, reconhecendo de imediato as três semideusas que retornavam da missão impossível.


Ellie caminhava à frente. A espada de ferro estígio ainda presa nas costas, coberta de cinzas de alma. Seus olhos estavam escuros, insondáveis. Ela parecia ter voltado... diferente. Menos viva, mais densa.


Deanna vinha logo atrás. As mãos nos bolsos, o olhar perdido em algum ponto do passado. Seu martelo estava mais pesado agora. Seu coração, também.


Morticia... caminhava por último. Carregava uma pequena flor de fogo em uma das mãos — uma lembrança que Zayn sempre criava pra ela, só por diversão. Era a única coisa dele que restava.


Quando passaram pelo portal mágico, Quíron as esperava com Nêmesis ao lado. A deusa estava com o semblante tão duro quanto sempre, mas seus olhos examinavam cada uma com precisão divina.


— Vocês voltaram — disse Quíron, com genuíno alívio.


Ellie assentiu.


— Luke está morto. Definitivamente.


Nêmesis ergueu a balança em silêncio. O ponteiro oscilou, depois caiu para o centro.


— O equilíbrio foi restaurado. Mas um preço foi cobrado.


Morticia respirou fundo.


— Zayn... morreu. Tentando nos proteger. Até o fim.


Nêmesis fechou os olhos por um breve momento.


— Honraremos sua morte com silêncio e respeito.


Deanna não disse nada. As mãos tremiam dentro dos bolsos. Seus olhos, vermelhos, fitavam o chão como se ele pudesse responder algo que o mundo se recusava a oferecer.

Nêmesis se virou para Ellie.


— E o fardo? Qual de vocês...


— Não importa. — cortou Ellie, firme. — Luke se foi. E não voltará. Nunca mais.


A deusa arqueou uma sobrancelha. Por um segundo parecia prestes a insistir, mas então soltou um suspiro secco.


— Muito bem. Descansem. Curem-se. Mas não esqueçam: o destino sempre cobre, mais cedo ou mais tarde.


As três passaram por ela em silêncio.


Enquanto avançavam pelo acampamento o mar de campistas ia se abrindo para elas. Ninguém ousou dizer uma única palavra. Ninguém parou elas. Não agora.

Ellie parou próxima a fogueira. Olhou para a chama e por um instante, viu o rosto de Emily sorrindo. Viu Zayn brincando com uma explosão me miniatura. Viu Jão dormindo numa rede, desafinando em voz alta.


Ela fechou os olhos.


— Um dia de cada vez.


Dean apenas encarou o fogo em silêncio, a feições duras como uma rocha. Morticia ficou em pé também, mas ela encarava as estrelas que surgiam no céu. Nenhuma delas disse mais nada. O silêncio e o segredo que carregavam juntas dizia tudo.


Missão difícil - Emeraude

Missão nível difícil - Emeraude Toubia


What does love become in the end? - Aphrodite mission ❤️‍🔥


Afrodite não era a deusa mais generosa dentre as mulheres, muito menos, compreensiva. Mas em casos específicos, aqueles os quais suas mãos foram mandantes de uma situação, sua atenção tomava-se por completo virando até mesmo obsessão em ajudar e compreender.


E assim era com um casal determinado.


As mãos da deusa do amor se apertaram enquanto uma lágrima solitária lhe escapava, o desespero de Katherine, sua seguidora mais fiel, era palpável. Ela agora tinha os joelhos no chão perante o caixão que levava Cristine, seu amor de tantos anos.


Era difícil que a deusa chorasse, mas, aquelas duas a acompanharam por centenas de anos. Abençoadas pela imortalidade quando a deusa do amor conseguiu se defender da acusação de traição graças a elas e seus argumentos, ela se tornou grata, e mais que isso,…


8 visualizações

Missão Regan, médio

Éris - Medium mission (Regan Black)


A deusa não confiava em semideuses e isso era comprovado, ela os achava minúsculos demais perante seus poderes, mas, vezes ou outras necessitava daqueles pequenos seres para realizar missões que sua divindade não permitia.


Na maioria das vezes era porque envolvia mortes de criaturas muito inferiores.


Ela se sentou, pernas cruzadas enquanto seus olhos encaravam o nada. Tinha requisitado a presença do filho de Thanatos para si, ele foi o escolhido por ela para dar seguimento à missão. Quando ele entrou, levemente afobado, e se sentou perante a senhora do caos, fora impossível a loira não fazer cara de desgosto.


Não que não gostasse deles, mas por ela, era fácil resolver aquela questão.


— Olá, Black, como vai? — Perguntou em falsa educação e se inclinou levemente na cadeira, mantendo o olhar firme. — Preste bem atenção, vou direto ao ponto. Eu exagerei na…


12 visualizações
Unknown member
Mar 04, 2025

Parte 2


Regan sabia que não podia sair sem a coruja. Ela era a chave de tudo. A missão era clara: levá-la de volta a Éris, mesmo que isso me custasse a vida. Mas a gangue não facilitaria a fuga, e ele precisaria lutar se quisesse ter alguma chance de sair vivo, já que a coruja inibia qualquer tipo de poder.


Mas Regan tinha o tempo contra ele.


Ao anoitecer o rapaz voltou ao prédio usando as sombras para chegar até mais próxima a sala da coruja.


- Eu só consigo ir até aqui, passou disso meus poderes não são mais úteis


🦇💭 - Certo, Garoto. Vamos com calma. É só uma coruja que inibe poderes e são só mais de cem homens armados.


- Isso é você tentando me animar ?


🦇💭 - sim, alguém precisa pensar positivo nessa equipe.


Regan passou pelos corredores em completo silêncio, como se estivesse pisando em ovos. Adentrou novamente a sala e se escondeu em um canto escuro. A coruja ainda pousava dentro da gaiola sobre a mesa branca no centro da sala. A sala estava cercada por câmeras por todos os lados


🦇💭 - Está preparado ?


- Eu nasci pronto, Lilith


Ele a observou por um momento, tentando se lembrar de tudo o que sabia sobre a criatura. Sabia que sua presença anulava poderes, mas Regan ainda tinha seus reflexos e habilidades de combate, e isso seria o suficiente por agora.


Com um movimento rápido, Lilith sobrevoou a gaiola a abrindo sem que as câmeras percebessem e voltou a se esconder no teto da sala. E por incrível que pareça, dessa vez ela ficou quieta, observando-os com seus olhos grandes e brilhantes, como se soubesse o que acontecia. Mas Regan não tinha tempo para perguntas. Ele correu e agarrou a criatura com firmeza, mantendo-a contra o peito enquanto se dirigia para a janela quebrada.


- Agora ou nunca -- murmurou para si mesmo, já sentindo o peso da coruja em suas mãos.


Mas antes que ele pudesse dar o último passo para a escadaria, os primeiros sons de gritos e passos apressados ecoaram na sala. As câmeras já haviam o denunciado. Regan precisava de um jeito de afastá-los e continuar seu caminho.


Logo, dois italianos surgiram na sua frente, armados com bastões de ferro e facas. O líder, aquele com a cicatriz, estava logo atrás deles, vociferando ordens para que parassem Regan de qualquer maneira.


- Você acha que vai fugir com ela, garoto? - O homem com a cicatriz gritou - Eu vou te matar.


Regan não perdeu tempo. Com a coruja firmemente pressionada contra seu peito, ele deu um passo à frente, sentindo a adrenalina subindo. O primeiro dos italianos tentou golpear Regan com o bastão de ferro, mas ele se abaixou com agilidade, esquivando-se da investida. Num movimento fluido, Regan agarrou o braço do homem e o torceu, fazendo-o perder o equilíbrio e cair no chão com um grito de dor.


O segundo homem tentou atacar com uma faca, mas Regan já estava pronto. Com um rápido movimento, ele se jogou para o lado, evitando o golpe, e com um soco direto no estômago, derrubou o segundo italiano, deixando-o atordoado no chão.


Mas o líder da gangue, furioso, já estava ali, brandindo um facão e avançando em sua direção. Regan sabia que não tinha muito tempo. Ele precisava terminar o que começou e escapar antes que mais homens chegassem.


Com a coruja segura contra seu peito, ele se preparou para a luta. O homem com a cicatriz avançou, cortando o ar com o facão. Regan se esquivou mais uma vez, sentindo a lâmina passar perto de sua pele. Ele usou sua vantagem de agilidade para desarmar o homem, dando-lhe um golpe certeiro no pescoço, deixando o facão cair no chão.


Sem parar para descansar, Regan pegou o facão e o usou para cortar as cordas que eles haviam colocado que prendiam a janela. Ele não podia perder tempo. Quando a janela estava aberta o suficiente para passar, ele sentiu o impulso de correr. O peso da coruja ainda o incomodava, mas ele sabia que ela era sua única chance de completar a missão.


De repente, mais italianos apareceram no campo de visão. Regan não hesitou. Ele saltou pela janela, usando o impulso para subir com rapidez. Seus pés tocaram o chão com força, e ele correu subindo os degraus em disparada.


Ao sair do prédio, com mais de Cem homens armados na sua cola. Regan seguiu para A Floresta Nacional de Angeles que era uma área florestal localizada no centro de Los Angeles.


- Vai ser um jogo de gato e rato


Regan disse a Lilith que voava ao seu lado sentindo o vento frio cortar suas asas enquanto voava com agilidade. Os passos pesados dos italianos ecoando atrás deles. E Regan só precisava ganhar tempo até encontrar um lugar seguro. Agora ele tinha a coruja e sua vida estava mais uma vez em jogo.


Regan correu pela floresta, com a coruja firme contra seu peito. Seus músculos estavam ardendo, seu corpo exausto, mas a adrenalina o mantinha alerta. Os italianos estavam atrás dele, e o som das botas pesadas esmagando folhas secas ecoava pela floresta. Ele não tinha mais seus poderes para se proteger, apenas suas armas e suas habilidades de combate. E, por enquanto, isso teria que ser o suficiente.


Ele sabia que a perseguição era apenas uma questão de tempo até que eles o alcançassem. Regan olhou para os lados, procurando algum lugar onde pudesse se esconder ou emboscar os inimigos. O silêncio da floresta era quase abafado pelos gritos dos homens atrás dele, que já estavam começando a cercá-lo.


De repente, ele se inclinou para a esquerda, entrando em uma pequena clareira coberta de arbustos. Ele se escondeu rapidamente atrás de uma árvore, tentando controlar a respiração. A coruja, ainda em seus braços, se mantinha estranhamente calma. Regan não podia perder tempo pensando nisso. Ele precisava lutar para sobreviver.


Os homens passaram pela clareira, seus passos rápidos e pesados, sem perceberem que Regan ainda estava ali, observando-os pela lateral. Ele podia ouvir as conversas baixas e as ordens do líder, o homem com a cicatriz, que continuava comandando a busca.


- Ele não pode ter ido muito longe. Encontrarem ele e terminem o trabalho - disse o líder, com a voz cortante.


Regan sentiu a raiva subir dentro de si, mas manteve a calma. Ele sabia que não poderia ficar parado. Precisava despistá-los, ou a luta seria inevitável.


Com um movimento rápido, ele correu em direção a um rio estreito que cortava a floresta. Ele não tinha muito tempo para atravessar, mas sabia que os homens teriam dificuldade em atravessar o rio sem se molharem ou perderem tempo. Quando chegou à beira, ele se agachou e olhou para trás. Os italianos estavam se aproximando.


Regan fez um movimento brusco, arremessando uma pedra contra uma árvore a alguns metros, fazendo um barulho que os atraiu para o lado oposto. Ele aproveitou a distração para se esconder entre as pedras e arbustos próximos ao rio, onde os homens não podiam vê-lo.


A tática funcionou por um momento, mas logo, os italianos começaram a vasculhar mais cuidadosamente. Eles sabiam que Regan estava perto. O som das vozes se aproximava novamente. Regan não podia esperar mais.


Quando o líder e dois outros homens chegaram à beira do rio, ele saltou de sua posição, correndo para trás de uma árvore e agachando-se com rapidez. O primeiro homem, distraído, foi pego de surpresa. Regan o atacou com um golpe direto no pescoço, derrubando-o com um movimento rápido. O segundo tentou sacar a faca, mas Regan já estava em cima dele, desarmando-o com um golpe preciso e torcendo o braço para trás, fazendo o homem gritar de dor.


O líder da gangue, furioso, avançou com uma faca grande. Regan, com a coruja ainda apertada contra seu peito, usou o facão que havia pegado anteriormente para bloquear o golpe. Eles se enfrentaram por alguns segundos, com o facão de Regan e a lâmina do líder se cruzando no ar, faíscas voando.


- Você acha que pode me derrotar, garoto? - O líder riu, cheio de confiança.


Mas Regan não respondeu. Ele se concentrou em cada movimento, cada golpe, e, quando o líder tentou atacar novamente, Regan usou sua velocidade para desviar e, em um movimento rápido, acertou o estômago do homem com o cabo do facão. O líder se curvou, atordoado, e Regan aproveitou para empurrá-lo para o chão com um golpe final.


Regan não perdeu tempo com mais palavras. Ele sabia que a luta não estava ganha. A coruja continuava a incomodá-lo, mas ele sabia que a única coisa que importava agora era escapar.


Ele levantou-se rapidamente, respirando pesadamente, e olhou ao redor. Ele sabia que mais homens viriam. Ele não podia esperar para ver o que aconteceria a seguir.


De repente, ele ouviu passos rápidos atrás dele e se escondeu em um buraco na vegetação. Ele estava atrás de uma rocha gigante, a única cobertura que poderia protegê-lo por alguns minutos. Ele viu os outros italianos se aproximando, suas lanternas iluminando a floresta. Regan estava cansado, mas sua mente estava afiada, sua vontade de sobreviver era ainda mais forte.


Os italianos passaram por ele, sem perceber sua presença. Regan se manteve imóvel, esperando. Quando o último dos perseguidores passou, ele correu com tudo, aproveitando a velocidade e o terreno.


Com cada passo, ele sentiu a tensão se dissipando. Finalmente, após o que pareceu uma eternidade, ele se afastou do alcance dos italianos. Ele estava ofegante, a coruja ainda apertada contra seu peito. Mas ele sabia que, por agora, havia conseguido.


Ele olhou para trás, para a floresta, com um misto de alívio e apreensão. Não havia tempo para descansar. A missão ainda estava em andamento. Ele precisava continuar.


Ainda sem poderes, mas mais determinado do que nunca, Regan se afastou da floresta caminhando entre os prédios, deixando os italianos para trás e avançando para o próximo desafio.


A missão continuava.


A viagem de volta foi torturante. Regan sentia o peso da coruja ainda pressionado contra seu peito, como um lembrete constante da missão que finalmente estava concluindo. Ele havia saido com vida, superado os italianos e enfrentado seu limite físico e mental. Mas a missão não estava completa até que ele devolvesse a coruja para Éris.


E agora sem poderes, ele tinha que voltar do jeito nada convencional. Regan caminhou até a parada de ônibus mais próxima e ali subiu naquela máquina duvidosa que atravessava a cidade, sempre com a sensação de estar sendo observado.


🦇💭 - Ônibus??? Sério ?


- Você tinha uma ideia melhor ? Por sorte, pelo horário está vazio. E ninguém irá me olhar estranho por falar com um morcego e estar abraçado com uma coruja zoiuda.


Seus músculos estavam exaustos, mas sua determinação era mais forte do que qualquer dor. Ele sabia que, quando entregasse a coruja, tudo isso teria valido a pena.


Finalmente, após cruzar LA. E voltar para o seu ponto de partida, Regan se pôs a caminhar novamente. O refugio que Eris havia lhe dado a localização para entregar a coruja, era uma caverna oculta nas montanhas, longe dos olhos curiosos. O lugar era sombrio, com pedras lisas e um eco profundo, como se o próprio ambiente estivesse esperando por algo.


Regan chegou ao seu destino junto aos primeiros raios solares. Ele adentrou a caverna, a presença de Éris se fez sentir antes mesmo de vê-la. Sua aura, fria e imponente, parecia impregnar o ar. A deusa estava sentada em um trono simples, mas magnífico, envolta por sombras e mistério. Seus olhos se fixaram em Regan assim que ele entrou.


- Você demorou mais do que eu esperava - disse Éris, sua voz suave, mas cheia de autoridade.


Regan se aproximou, ainda com a coruja em mãos.


- Mas eu a trouxe, como foi pedido.


Ele estendeu a coruja em suas mãos, e Éris a observou por um momento, como se estivesse avaliando algo além do físico.


- Muito bem, semideus. Você cumpriu sua missão.


Ela pegou a coruja com a mesma delicadeza com que Regan a carregava, e, no instante em que suas mãos tocaram o animal, um brilho dourado emitiu-se de seus olhos. A coruja, antes imóvel, pareceu despertar, suas penas brilhando por um momento antes de se aquietar novamente.


Regan não disse nada, mas sentiu um pequeno alívio. A missão estava completa. Ele havia entregado a coruja sã e salva, e agora poderia voltar à sua vida. Ou pelo menos, era o que pensava.


Éris olhou para ele por mais um momento, e, então, com um gesto de sua mão, fez com que a caverna se iluminasse de maneira diferente.


- Vá, então. Sua jornada de volta ao Acampamento Meio-Sangue o espera. Você já provou seu valor.


Regan fez uma reverência respeitosa, sentindo que havia cumprido seu propósito.


- Até logo, Éris.


Com um último olhar para a deusa, Regan se virou e saiu da caverna, a coruja agora em boas mãos. Ele sabia que sua próxima missão seria retornar ao Acampamento, mas, por enquanto, sentia um momento de vitória. Ele estava pronto para voltar à sua rotina de semideus.


A viagem de volta ao Acampamento Meio-Sangue foi mais tranquila. Ele estava exausto, mas a sensação de dever cumprido o ajudava a suportar o cansaço. Com Lilith em seu ombro, voando ao seu redor, ele sentiu a companhia reconfortante da pequena morcega.


🦇💭 - Você fez bem, Garoto. Vamos voltar e descansar. Você merece.


Regan sorriu levemente para Lilith, sentindo sua presença como um apoio constante. Juntos, finalmente chegaram ao Acampamento Meio-Sangue, e Regan, apesar de todos os desafios, sentiu uma sensação de paz enquanto pisava no solo familiar.


O jogo de rouba-bandeira, suas batalhas e suas futuras aventuras o aguardavam e claro Lilach. A falta da garota realmente se fez em seus pensamentos. Mas por agora, Regan estava pronto para descansar e recuperar sua energia. Ele sabia que, independentemente do que acontecesse, sempre haveria algo novo e inesperado no horizonte.



Mas, por enquanto, ele estava em casa.

membros

  • Camp of Zeus
    Camp of Zeus
bottom of page